Governo vai reajustar faixas do Minha Casa, Minha Vida; veja quem pode entrar

A principal mudança prevista é a elevação do teto da Faixa 1, hoje limitada a R$ 2.850, para algo próximo de R$ 3.200.

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Publicado em 29/01/2026 às 15:39h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 29/01/2026 às 15:39h Atualizado 2 minutos atrás por Matheus Silva
As informações foram antecipadas pelo ministro das Cidades, Jader Filho (Imagem: Shutterstock)
As informações foram antecipadas pelo ministro das Cidades, Jader Filho (Imagem: Shutterstock)
🚨 O governo federal trabalha na atualização das faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com a expectativa de ampliar o alcance do financiamento habitacional subsidiado.
A principal mudança prevista é a elevação do teto da Faixa 1, hoje limitada a R$ 2.850, para algo próximo de R$ 3.200. Já a Faixa 2 deve ter o limite ajustado de R$ 4.700 para cerca de R$ 5.000.
As informações foram antecipadas pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista à Folha de S. Paulo. Segundo ele, a revisão deve alcançar todas as faixas do programa e a definição final deve ocorrer nos próximos dias.
“Todas as faixas terão reajuste. A gente deve, até o final desta semana, chegar à conclusão disso”, afirmou o ministro.

Por que o reajuste entrou na pauta

De acordo com o Ministério das Cidades, a mudança não tem viés político, mas responde a uma distorção criada pelo aumento do salário-mínimo. 
Em 2024, famílias com renda de até dois salários-mínimos se enquadravam automaticamente na Faixa 1, que oferece subsídio quase integral. 
Com o reajuste do piso salarial, parte desse público passou a ultrapassar o limite de renda e acabou excluída do programa.
Desde o ano passado, construtoras, incorporadoras e instituições financeiras já aguardavam uma correção nas faixas, justamente para preservar o público-alvo do MCMV e manter o volume de contratações.

Como funcionam hoje as faixas do MCMV

Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 12.000, distribuídas em quatro categorias:
  • Faixa 1: até R$ 2.850
  • Faixa 2: de R$ 2.850,01 a R$ 4.700
  • Faixa 3: de R$ 4.700,01 a R$ 8.600
  • Faixa 4: de R$ 8.600,01 a R$ 12.000
A expectativa do setor é que os novos limites ampliem o número de famílias elegíveis, especialmente nas duas primeiras faixas, que concentram maior volume de subsídios e juros reduzidos.

Faixa 4 deve ganhar relevância a partir de 2026

Criada em abril do ano passado, a Faixa 4 é a mais recente do programa e tem como foco famílias de renda média, com acesso a financiamento em condições mais competitivas do que as praticadas no mercado tradicional.
Segundo Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, esse segmento deve começar a mostrar resultados mais expressivos a partir deste ano, após um período de adaptação do mercado.
Para a presidente da entidade, Priscilla Ciolli, a criação da nova faixa foi positiva, mas exigiu ajustes operacionais.
“A Faixa 4 é uma boa iniciativa, mas o mercado não estava preparado. Houve dúvidas sobre limite de renda, metragem e perfil dos empreendimentos. Ao longo de 2025, o setor começou a se estruturar para operar esse programa”, afirmou em coletiva realizada em São Paulo.

O que muda na prática

Com o reajuste das faixas, o governo busca recompor o público atendido pelo Minha Casa, Minha Vida, ampliar o acesso ao crédito imobiliário e dar novo impulso ao setor da construção civil. 
🏠 A expectativa é que as mudanças ajudem a destravar novos projetos, aumentar lançamentos e facilitar o financiamento para famílias que hoje estão no limite das regras atuais.