Depois de forte rali, BTG vê menos espaço para Gerdau (GGBR4) na Bolsa
O banco rebaixou a recomendação de compra para neutra, citando principalmente a forte valorização recente dos papéis.
📊 A Gerdau (GGBR4), gigante brasileira do setor siderúrgico, divulgou nesta sexta-feira (03), sua intenção de iniciar uma análise de viabilidade para um potencial investimento no México.
O projeto em questão contempla a construção de uma unidade greenfield para produção de aços especiais (SQB), com capacidade aproximada de 600 mil toneladas por ano.
A decisão de expansão das operações da Gerdau no país vizinho está alinhada com as perspectivas positivas para a indústria automotiva local e o movimento de nearshoring nos Estados Unidos.
Essa estratégia se conecta diretamente com as demandas dos principais players da cadeia automotiva na região.
Se o projeto receber aprovação, a nova unidade contará com um processo produtivo baseado nas tecnologias mais avançadas disponíveis no mercado.
Além disso, assim como as demais operações da companhia na América do Norte, a unidade no México também utilizará sucata metálica como fonte de matéria-prima, o que garantirá a produção de aço com baixa emissão de carbono.
📈 Atualmente, a Gerdau já possui operações voltadas para a produção de aços longos no México, por meio de sua joint venture, e opera em duas unidades de produção e duas unidades downstream de aços especiais nos Estados Unidos.
"A possibilidade desse investimento reafirma o compromisso da companhia com as Américas e sua dedicação em oferecer soluções e produtos inovadores em aço para seus stakeholders por meio de uma matriz produtiva sustentável", ressaltou a Gerdau.
A análise de viabilidade desse projeto representa mais um passo importante na estratégia de crescimento e expansão da Gerdau.
O banco rebaixou a recomendação de compra para neutra, citando principalmente a forte valorização recente dos papéis.
Mesmo em um ambiente desafiador para o aço, o banco reforçou a Gerdau como a sua ação preferida no setor, seguida por Usiminas e CSN.
Mesmo diante do encolhimento no lucro, ambas as empresas registraram crescimento de receita e anunciaram pagamento de dividendos.
Os pagamentos ocorrerão ao longo de dezembro e têm como referência a posição acionária de novembro.
CEO reclamou da falta de proteção à indústria nacional, diante do aumento das importações do aço chinês.
O resultado representa uma queda de 8,6% na comparação com o mesmo período de 2024, mas mostra avanço de 14% frente ao trimestre anterior.
Terão direito ao provento os investidores posicionados até o fim do pregão do dia 11 de agosto de 2025.
Financiamento mira projetos de redução das emissões de gases de efeito estufa da companhia.
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