Game over na tarifa de eletrônicos, governo Lula recua de aumento de imposto

O plano do Ministério da Fazenda era subir o imposto de mais de mil produtos eletrônicos, incluindo smartphones.

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Publicado em 27/02/2026 às 18:09h - Atualizado Agora Publicado em 27/02/2026 às 18:09h Atualizado Agora por Lucas Simões
Recuo de Lula na cobrança de eletrônicos coincide com sua queda nas pesquisas eleitorais (Imagem: Shutterstock)
Recuo de Lula na cobrança de eletrônicos coincide com sua queda nas pesquisas eleitorais (Imagem: Shutterstock)
O plano de aumentar o imposto de importação sobre mais de mil produtos em até 7,2 pontos percentuais, especialmente itens eletrônicos como smartphones, notebooks, placas-mãe, foi duramente mal recebido pela população brasileira que inflamou as redes sociais, levando o governo Lula a recuar das novas taxas.
Apesar da justificativa de protecionismo da cadeia produtiva nacional, o governo federal então revogou nesta sexta-feira as tarifas anunciadas no início de fevereiro. No caso, 105 produtos da lista receberam isenção total, enquanto 15 produtos eletrônicos voltaram à tributação antiga.
Especificamente, os produtos de informática mais demandados pelos brasileiros retrocederam às suas tarifas anteriores, como: smartphones (16%), notebooks (16%), placas-mãe (10,80%) e unidades de memória de estado sólido, os chips SSD (10,80%). 
O descontentamento popular respingou no Congresso Nacional, que provocou o governo Lula a reposicionar a política protecionista do Ministério da Fazenda, ainda sob o comando de Fernando Haddad, o quadro do Partido dos Trabalhadores que deve concorrer ao governo de São Paulo e servir de palanque eleitoral ao petista na disputa da Presidência.
Aliás, o momento de impopularidade com a aplicação de novas taxas e tributos entre a população coincide com a derrapada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas mais recentes pesquisas eleitorais de intenção de voto. 
Pela primeira vez, o seu principal adversário político, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL/RJ) surge ligeiramente à frente do petista em cenários de 2º turno, embora ambos se encontrem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Ao mesmo tempo, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro aproveita o crescimento de seu nome nas pesquisas e já reafirma o seu palanque eleitoral em São Paulo, cumprindo agenda presencial com o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).