França ameaça usar “bazuca comercial” contra os EUA após ameaças de Trump

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que pedirá à União Europeia o acionamento do chamado instrumento anti-coerção.

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Publicado em 18/01/2026 às 17:05h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 18/01/2026 às 17:05h Atualizado 10 horas atrás por Matheus Silva
A informação foi divulgada por integrantes de sua equipe neste domingo (18) (Imagem: Shutterstock)
A informação foi divulgada por integrantes de sua equipe neste domingo (18) (Imagem: Shutterstock)
🚨 Governos europeus reagiram ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que oito países do continente devem enfrentar uma tarifa adicional de 10% a partir do próximo mês.
A medida seria direcionada a nações que se opõem ao controle norte-americano sobre a Groenlândia e ampliou as tensões diplomáticas entre os dois lados do Atlântico.
A lista divulgada por Trump inclui Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. Ainda não está claro se a iniciativa afetaria formalmente a União Europeia como bloco ou se teria aplicação individual por país.

França fala em resposta inédita

Em reação ao anúncio, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que pedirá à União Europeia o acionamento do chamado instrumento anti-coerção, caso as tarifas norte-americanas sejam confirmadas. A informação foi divulgada por integrantes de sua equipe neste domingo (18).
Esse mecanismo, ainda nunca utilizado pelo bloco e informalmente apelidado de “bazuca comercial”, permite à União Europeia impor restrições à importação de bens e serviços como forma de resposta a pressões econômicas externas.

Groenlândia no centro da disputa

A ameaça tarifária ocorre em meio à disputa envolvendo a Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca. 
Trump indicou que as tarifas seriam uma retaliação ao envio simbólico de tropas europeias para a região.
Autoridades europeias, por sua vez, afirmam que o envio de militares ocorreu após um apelo do próprio governo norte-americano para reforçar a segurança no Ártico, área considerada estratégica diante do aumento das tensões geopolíticas.

Relações transatlânticas sob pressão

A iniciativa do presidente dos Estados Unidos é vista por líderes europeus como um teste delicado para as parcerias históricas entre Washington e a Europa. 
O temor é de que a adoção de tarifas possa abrir espaço para uma escalada comercial e diplomática, com impactos diretos sobre comércio, investimentos e cooperação em segurança.
📊 Até o momento, a União Europeia não anunciou medidas concretas, mas reforçou que acompanha a situação de perto e avalia possíveis respostas conjuntas caso as ameaças se materializem.