Dividendos da Petrobras (PETR4) podem decepcionar no 4T25, alerta BTG
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
A Petrobras (PETR4) ainda acredita na exploração da Foz do Amazonas, mesmo depois de técnicos do Ibama recomendarem mais uma vez o veto ao projeto.
Para técnicos do Ibama, a Petrobras ainda não apresentou uma "alternativa viável que mitigue, satisfatoriamente, a perda de biodiversidade, no caso de um acidente com vazamento de óleo".
🧾 Por isso, o órgão pediu que a estatal apresente mais esclarecimentos e dados sobre o plano de proteção à fauna local. Só depois que essas informações forem apresentadas e avaliadas é que o Ibama deve emitir a decisão final sobre o assunto.
Procurada pela reportagem, a Petrobras disse que sua equipe técnica "está detalhando cada questionamento para responder ao Ibama".
A companhia ainda disse que vê "um importante avanço no processo de licenciamento do bloco FZA-M-59, Amapá Águas Profundas".
🗣️ "A Petrobras está otimista e segue trabalhando na construção da nova unidade de fauna no Oiapoque, com o entendimento que é possível realizar a APO (avaliação pré-operacional) para a obtenção da licença para a perfuração em águas profundas no Amapá", disse, em nota.
A companhia mostrou confiança no projeto depois que o Ibama reconheceu, em nota, que a estatal reduziu os tempos de resposta e atendimento à fauna local nos seus últimos estudos, apesar do posicionamento duro dos seus técnicos.
Além disso, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, sinalizou à "Folha de S. Paulo" que o licenciamento ambiental pode avançar caso a Petrobras construa uma base de apoio, para resposta em caso de acidente, nas proximidades do local em que devem ser perfurados poços exploratórios.
No ano passado, Agostinho seguiu o entendimento dos técnicos do Ibama e negou a licença ambiental que permitiria a exploração da região. A Petrobras recorreu e, com isso, pôde apresentar novos estudos ao Ibama, reabrindo a análise.
Leia também: Petrobras (PETR4) obtém decisão favorável em ação ligada à Lava Jato na Holanda
⛽ A foz do Amazonas faz parte da Margem Equatorial, área que pode ter reservas de até 30 bilhões de barris de petróleo e gás, segundo as estimativas do governo. Por isso, a estatal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem a exploração da região.
O projeto, no entanto, é visto com cautela por especialistas, por causa dos seus riscos ambientais. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, por exemplo, já disse que a nova decisão do Ibama sobre o assunto "será técnica e livre de interferência política".
Diante desse impasse, a Petrobras já admitiu que não será possível dar início à exploração da foz do Amazonas neste ano. Segundo a estatal, mesmo que o Ibama conceda a licença ambiental, as atividades exploratórias só devem começar em 2025.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.
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