Selic a 13,75% não dá colher de chá ao IBOV, além de baixa do petróleo
As ações de petroleiras caíram em peso, com os EUA assegurando a retomada rápida do oleoduto saudita.
A Petrobras (PETR4) ainda acredita na exploração da Foz do Amazonas, mesmo depois de técnicos do Ibama recomendarem mais uma vez o veto ao projeto.
Para técnicos do Ibama, a Petrobras ainda não apresentou uma "alternativa viável que mitigue, satisfatoriamente, a perda de biodiversidade, no caso de um acidente com vazamento de óleo".
🧾 Por isso, o órgão pediu que a estatal apresente mais esclarecimentos e dados sobre o plano de proteção à fauna local. Só depois que essas informações forem apresentadas e avaliadas é que o Ibama deve emitir a decisão final sobre o assunto.
Procurada pela reportagem, a Petrobras disse que sua equipe técnica "está detalhando cada questionamento para responder ao Ibama".
A companhia ainda disse que vê "um importante avanço no processo de licenciamento do bloco FZA-M-59, Amapá Águas Profundas".
🗣️ "A Petrobras está otimista e segue trabalhando na construção da nova unidade de fauna no Oiapoque, com o entendimento que é possível realizar a APO (avaliação pré-operacional) para a obtenção da licença para a perfuração em águas profundas no Amapá", disse, em nota.
A companhia mostrou confiança no projeto depois que o Ibama reconheceu, em nota, que a estatal reduziu os tempos de resposta e atendimento à fauna local nos seus últimos estudos, apesar do posicionamento duro dos seus técnicos.
Além disso, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, sinalizou à "Folha de S. Paulo" que o licenciamento ambiental pode avançar caso a Petrobras construa uma base de apoio, para resposta em caso de acidente, nas proximidades do local em que devem ser perfurados poços exploratórios.
No ano passado, Agostinho seguiu o entendimento dos técnicos do Ibama e negou a licença ambiental que permitiria a exploração da região. A Petrobras recorreu e, com isso, pôde apresentar novos estudos ao Ibama, reabrindo a análise.
Leia também: Petrobras (PETR4) obtém decisão favorável em ação ligada à Lava Jato na Holanda
⛽ A foz do Amazonas faz parte da Margem Equatorial, área que pode ter reservas de até 30 bilhões de barris de petróleo e gás, segundo as estimativas do governo. Por isso, a estatal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem a exploração da região.
O projeto, no entanto, é visto com cautela por especialistas, por causa dos seus riscos ambientais. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, por exemplo, já disse que a nova decisão do Ibama sobre o assunto "será técnica e livre de interferência política".
Diante desse impasse, a Petrobras já admitiu que não será possível dar início à exploração da foz do Amazonas neste ano. Segundo a estatal, mesmo que o Ibama conceda a licença ambiental, as atividades exploratórias só devem começar em 2025.
As ações de petroleiras caíram em peso, com os EUA assegurando a retomada rápida do oleoduto saudita.
A empresa brasileira ficou com margem líquida de 29,15%.
O acordo foi firmado no fim de agosto e prevê o suprimento a partir do Terminal de Liquefação de GNL no Texas.
Do total recebido, R$ 643,8 milhões correspondem à comercialização de diesel realizada entre 1º e 15 de junho.
O principal índice da B3 caiu 0,56% com risco político do caso Master atingindo Flávio Bolsonaro, mas fechou a semana em alta de 1,11%.
O preço cobrado às distribuidoras terá uma redução de R$ 0,19 por litro a partir desta quinta-feira (10).
A licença do Ibama permite a perfuração de mais três poços exploratórios na região.
Mesmo com recuo do petróleo, as ações da petroleira brasileira subiram forte com recomendação.
Cadastre sua conta
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?