De 53% a 3% de alta: Americanas (AMER3) oscila em um mês de grupamento
Papel chegou a ser negociado por R$ 7,65 após o grupamento. Mas, passado um mês, é cotado por R$ 5,15.

A Americanas (AMER3) chegou a disparar 53% depois do grupamento que transformou 100 ações da empresa em um único papel. Contudo, passado um mês do grupamento, já devolveu a maior parte desses ganhos e mantém uma valorização de apenas 3%.
📈 As ações da varejista foram grupadas na noite de 26 de agosto, após atingirem a mínima de R$ 0,05. O objetivo era fazer com que o papel voltasse a ser negociado acima de R$ 1, como determina a B3.
Com isso, as ações da varejista já começaram o pregão de 27 de setembro valendo R$ 5,00 e chegaram a ser negociadas por R$ 7,65 naquele dia, em meio ao aumento de liquidez propiciado pelo grupamento.
O papel, no entanto, só segurou a casa dos R$ 7 por dois dias e engatou quedas consecutivas nos últimos dias. Nessa quinta-feira (26), por exemplo, recuou 3,20% depois que a companhia ofereceu benefícios a ex-diretores que colaboraram com as investigações sobre a fraude contábil que a levou a pedir recuperação judicial.
📉 Com isso, o saldo de um mês de grupamento é bem mais modesto do que o visto nos dias seguintes à operação. As ações da Americanas fecharam esta sexta-feira (27) cotadas a R$ 5,15. Isto é, com uma valorização de 3% em relação ao preço alcançado no grupamento.
Analistas falam em novas mínimas
Analistas, no entanto, não demonstram surpresa com o movimento. A avaliação é de a situação da empresa ainda inspira cuidados e, por isso, não justifica as altas acentuadas observadas um mês atrás.
Para o analista da CM Capital, Alex Carvalho, o salto observado após o grupamento reflete a visibilidade que a operação trouxe para o papel. Já o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, fala em especulação e diz que será difícil para a varejista recuperar esse tombo.
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"A tendência macro para AMER3 não mudou nesse meio tempo, continua em um movimento descendente e de forte desvalorização, a expectativa é de uma renovação de mínimas ao preço da ação", afirmou o analista da CM Capital, Alex Carvalho.
Ele lembrou que, além de enfrentar uma situação financeira difícil, a Americanas é impactada negativamente pela alta dos juros. Por isso, disse que, "para mudar essa dinâmica, a Americanas precisa mostrar sinais de restruturação da dívida, onde possa apresentar aos acionistas um caixa mais transparente e sobretudo sólido".

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