Cosan (CSAN3) quita dívidas externas e reduz pressão sobre o caixa até 2031
Com essa operação, a empresa já acumula aproximadamente R$ 6,2 bilhões em dívidas repagas até o momento.
A Cosan (CSAN3) afundou 10,3% nesta semana. O baque foi o maior dentre todas as ações do Ibovespa e fez os papeis da Cosan fecharem cotados a R$ 7,28, na menor cotação em quase dois meses.
📉 O movimento ocorre na esteira da alta da Selic e também da decisão do Citi de cortar o preço-alvo para o papel, de R$ 14 para R$ 12.
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a Selic para 15% e avisar que os juros continuarão altos por um "período bastante prolongado" pesou sobre as ações da Cosan já que a companhia tem um dos maiores endividamentos da B3.
Com uma dívida bruta de R$ 67 bilhões, a Cosan gasta milhões de reais por trimestre para gerir essa conta e já avalia segurar novos investimentos. O receio do mercado é, portanto, que essa situação se agrave com a nova alta da Selic.
💲 O Citi, por exemplo, acredita que a Cosan vai queimar caixa neste ano por causa do novo patamar dos juros. Contudo, lembrou que a companhia vem trabalhando para reduzir a sua alavancagem, inclusive por meio da venda de ativos.
A Cosan vendeu a sua participação na Vale (VALE3) no início do ano e também vem trabalhando na reestruturação da Raízen (RAIZ4), uma das suas subsidiárias.
Diante disso, o Citi manteve a recomendação de compra para os papeis da Cosan em relatório publicado na última quarta-feira (18). Contudo, cortou o preço-alvo para a ação de R$ 14 para R$ 12. A decisão contribuiu para a derrocada das ações da Cosan na bolsa nesta semana.
Com essa operação, a empresa já acumula aproximadamente R$ 6,2 bilhões em dívidas repagas até o momento.
Holding investe em empresas de exploração, refino e distribuição de petróleo e derivados, além de ferrovias e agronegócio.
Bradesco BBI e BTG recomendaram compra, de olho na reestruturação financeira da holding.
Os dois bancos adquiriram ações preferenciais da holding em proporções iguais, totalizando um aporte de R$ 4 bilhões.
Na prática, a Cosan vende as ações para captar recursos imediatos, mas contrata derivativos que mantêm sua exposição econômica aos papéis.
De acordo com o banco, o desempenho dessas empresas agora depende de eventos específicos, como novos aportes de capital e possíveis fusões.
Após a transação, a Cosan passou a deter 470 milhões de ações da Rumo, mantendo participação de 25,29% no capital social da companhia.
Relatório do JPMorgan aponta excesso de otimismo com guinada nas Eleições 2026.
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