Construtora desiste de fusão com a Fica e adia 'IPO reverso' na Bolsa

A fusão previa a oferta de ações da BRZ na B3, abrindo caminho para captação no mercado de capitais.

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Publicado em 15/02/2026 às 17:49h - Atualizado Agora Publicado em 15/02/2026 às 17:49h Atualizado Agora por Matheus Silva
A BRZ informou que o prazo de vigência do acordo expirou (Imagem: Shutterstock)
A BRZ informou que o prazo de vigência do acordo expirou (Imagem: Shutterstock)
🚨 A BRZ, incorporadora com foco no segmento popular e atuação voltada ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), anunciou que não chegou a um consenso com a Fica Empreendimentos para a combinação de negócios anunciada em agosto.
As companhias haviam assinado um memorando de entendimento para viabilizar uma fusão.
Pelo desenho inicial, a operação permitiria à BRZ acessar o mercado de capitais por meio de um IPO reverso, mecanismo pelo qual uma empresa privada passa a negociar ações na bolsa a partir da incorporação por uma companhia já listada.
Segundo reportado pela Coluna do Broadcast, a estrutura previa que a nova empresa resultante da fusão teria 85% de participação da BRZ e 15% da Fica.

Prazo expirou sem consenso

Em comunicado divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a BRZ informou que o prazo de vigência do instrumento vinculante expirou sem que as partes chegassem a um acordo definitivo sobre os termos e condições da potencial combinação.
“Desta forma, o MOU foi rescindido de pleno direito, bem como a proposta vinculante celebrada entre a BRZ e os acionistas da Fica, Total Log Planejamento e Participações Ltda. e a Promult Empreendimentos Imobiliários S.A”, diz o documento.
📊 Com a rescisão, a tentativa de fusão é oficialmente encerrada, e a BRZ permanece fora da bolsa neste momento, sem definição pública sobre novos caminhos para eventual listagem.