Com tarifas, Gerdau (GGBR4) vê carteira de pedidos crescer nos EUA
Segundo Itaú BBA, a carteira de pedidos da divisão americana da Gerdau pode alcançar o melhor nível desde 2022.

O tarifaço de Donald Trump tem deixado muitas empresas brasileiras em alerta. Contudo, este não é o caso da Gerdau (GGBR4).
Com operações nos Estados Unidos, a Gerdau já avisou que as tarifas podem impulsionar a sua produção de aço em solo americano e reforçou o otimismo em reunião com analistas do Itaú BBA recentemente.
📈 Em relatório publicado nessa quarta-feira (2), o Itaú BBA disse que a carteira de pedidos da divisão americana da Gerdau está perto de alcançar o melhor resultado dos últimos três anos.
"A Gerdau continua muito otimista sobre as perspectivas de demanda nos EUA, observando que sua carteira de pedidos aumentou em ~30% nos últimos 2-3 meses, atingindo os níveis mais fortes desde 2022", relata.
Isso acontece porque as tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio anunciadas por Trump em fevereiro já estariam criando "ventos favoráveis" para os produtores locais, como a Gerdau.
Leia também: Trump anuncia tarifas de até 49% para grupo de países; Brasil fica com 10%
"Mais recentemente, a Gerdau começou a observar alguns participantes da indústria recorrendo a produtores nacionais de aço para obter volumes que antes eram importados", conta o Itaú BBA.
💲 Diante disso, os analistas avaliam que ainda há espaço para novos aumentos de preços no mercado americano no curto prazo. Além disso, dizem que a Gerdau está bem posicionada para obter maiores margens nos Estados Unidos, graças a iniciativas estratégicas, como o aumento das vendas diretas para construção e fabricação.
O Itaú BBA também vê espaço para uma maior geração de fluxo de caixa livre da Gerdau neste ano, já que a companhia vem finalizando investimentos importantes que podem alavancar o seu Ebitda.
A casa mantém, então, uma recomendação de compra para as ações da Gerdau. O preço-alvo é de R$ 23, o que representa um potencial de valorização de mais de 40% do papel. As ações preferenciais da companhia fecharam cotadas a R$ 16,38 na B3 nessa quarta-feira (2).
Tarifas
Além das tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas recíprocas para uma série de países nesta quarta-feira (3). O Brasil ficou com a tarifa mínima de 10%. Contudo, a taxação passa dos 40% em alguns casos.
Diante disso, há um receio no mercado de que a China eleve as exportações de aço para países como o Brasil, algo que já vem pressionando os preços do produto no mercado doméstico e preocupando empresas como Gerdau, CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5).
Além disso, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) calcula que as tarifas americanas sobre o aço e alumínio podem reduzir em até US$ 1,5 bilhão as exportações das siderúrgicas brasileiras.

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