Brava Energia (BRAV3): Novo CEO quer maximizar valor e mira dividendos

Richard Kovacs assume em fevereiro, mas antecipou suas prioridades a analistas da XP.

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Publicado em 14/01/2026 às 17:16h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 14/01/2026 às 17:16h Atualizado 1 minuto atrás por Marina Barbosa
Com mudança, Brava deve redobrar foco na alocação de capital (Imagem: Shutterstock)
Com mudança, Brava deve redobrar foco na alocação de capital (Imagem: Shutterstock)

A Brava Energia (BRAV3) está prestes a ganhar um novo CEO. E, com isso, deve redobrar o foco na maximização de valor e na remuneração dos acionistas.

A petroleira vinha sendo comandada por Décio Oddone desde que foi criada, a partir da fusão entre 3R Petroleum e a Enauta, em 2024. E, nesse período, focou na operação e na redução da alavancagem.

Décio Oddone, no entanto, renunciou. Com isso, o comando da Brava passará para Richard Kovacs a partir de 1º de fevereiro de 2026.

Richard Kovacs já estava à frente do Conselho de Administração da Brava e tem ligação com alguns dos principais acionistas da Brava.

Por isso, deve manter o foco no operacional, mas se preocupará ainda mais com a geração de valor -inclusive para os acionistas.

"Olhando para o futuro, a nova administração acredita que o foco da Brava deve mudar para a estrutura de capital, alocação de capital e identificação de maneiras de maximizar o valor de seu portfólio de ativos", contou a XP, que reuniu-se com o novo CEO da Brava pouco depois da sua eleição.

O que o novo CEO pensa sobre dividendos?

💲 Na reunião com os analistas da XP, Kovacs indicou que considera importante destravar distribuições para os acionistas da empresa. 

Contudo, avaliou que a recompra de ações seria mais eficiente que o pagamento de dividendos no momento, devido à atual cotação dos papeis.

Além disso, indicou que a empresa ainda deve esperar mais um pouco antes de avançar com qualquer um desses movimentos, pois a prioridade ainda é a redução da alavancagem.

📉 A meta da Brava é levar a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA, para menos de 1,5x. 

Essa relação chegou a 3,4x no início de 2025, mas já havia caído para 2,3x no terceiro trimestre do ano passado.

Como ressaltado pela XP, a redução da alavancagem poderia reduzir os custos e alongar os prazos de vencimento da dívida da empresa. 

Além disso, abriria espaço para que a companhia fizesse eventuais aquisições ou calibrasse os investimentos em momentos de baixa do petróleo. 

Desinvestimentos no radar

O novo CEO da Brava também afirmou que a empresa "não deve ter dogmas" na sua tentativa de maximizar o valor dos seus ativos.

Para a XP, a declaração sugere que a nova administração pode ter mais disposição para fazer eventuais desinvestimentos, seja deixando ativos não essenciais ou fazendo desinvestimentos parciais nos outros ativos, para desalavancar e reduzir o risco.

Recentemente, houve rumores de que a Eneva (ENEV3) estaria interessada em comprar ativos de gás da Brava, mas a companhia descartou a negociação.

O que dizem os analistas?

Após a conversa com Richard Kovacs, a XP avaliou que a troca de comando não representa um afastamento completo da atual estratégia da Brava, mas sim "um foco intensificado e uma execução potencialmente mais rápida das oportunidades de fusões e aquisições".

O BTG Pactual reforçou que a mudança pode ser um potencial catalisador para uma gestão de carteira mais ativa, com foco no retorno financeiro para os acionistas e na desalavancagem

O Santander foi na mesma linha, dizendo que a mudança reduz o risco de desalinhamento entre os acionistas e a gestão e, por isso, representa um passo positivo do ponto de vista do alinhamento estratégico.

O banco ainda destacou o "sólido legado operacional" deixado por Décio Oddone, que contribuiu para a consolidação da produção de petróleo e gás nos campos de Atlanta e Papa-Terra.

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