Brasileiros já movimentam US$ 1,3 bi em criptomoedas por mês

Mercado cripto brasileiro cresceu 85% em 2024 e já é o 7º maior do mundo, segundo a Kaiko Research.

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Publicado em 23/06/2024 às 11:36h - Atualizado 1 mês atrás Publicado em 23/06/2024 às 11:36h Atualizado 1 mês atrás por Marina Barbosa
Brasileiros negociam, sobretudo, Tether e Bitcoin (Shutterstock)
Brasileiros negociam, sobretudo, Tether e Bitcoin (Shutterstock)

Os brasileiros já movimentam uma média de US$ 1,3 bilhão em criptomoedas por mês. O volume médio de operações disparou 85% em 2024, segundo estudo da Kaiko Research.

🚀 Segundo a pesquisa, o mercado cripto movimentava cerca de US$ 700 milhões por mês no Brasil em 2023, mas esse volume bateu US$ 1,3 bilhão nos cinco primeiros meses de 2024.

Ao todo, as operações com criptomoedas liquidadas em reais somaram US$ 6,9 bilhões entre janeiro e maio de 2024. Isso garantiu à moeda brasileira o sétimo lugar no ranking de maiores mercados criptos do mundo.

Veja os 10 maiores mercados criptos do mundo, de acordo com a moeda usada na liquidação:

Tether é a cripto mais negociada no Brasil

Enquanto Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) dominam as transações do mercado de criptomoedas dos Estados Unidos, stablecoins como a Tether (USDT) são as preferidas dos latino-americanos. Isto é, criptomoedas que têm um lastro em ativos reais. A Tether, por exemplo, acompanha o preço do dólar americano.

🪙 No Brasil, por exemplo, as negociações com Tether somaram mais de US$ 2,5 bilhões nos cinco primeiros meses de 2024, enquanto as transações com Bitcoin ficaram ligeiramente acima dos US$ 2 bilhões. 

A terceiro criptomoeda mais negociada em reais é a Ethereum, que movimentou pouco mais de US$ 1,5 bilhão entre janeiro e maio deste ano, ainda de acordo com o estudo da Kaiko Research. 

Binance é a exchange preferida dos brasileiros

A pesquisa também revela que a Binance é a exchange mais usada pelos brasileiros que investem em criptomoedas. 

A Binance respondeu por 81% do mercado cripto nacionalnos cinco primeiros meses de 2024. Em segundo lugar, veio o Mercado Bitcoin, com um market share de 16%.

A Kaiko Research destacou, no entanto, que a Binance vem perdendo espaço para concorrentes locais. "Em particular, o volume de negociações no Mercado Bitcoin mais que dobrou em 2024, impulsionado tanto pelo Bitcoin quanto pelas altcoins", diz a pesquisa.

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O estudo lembra que o Mercado Bitcoin obteve uma licença do Banco Central para operar como instituição de pagamento em 2023. Por outro lado, a Binance virou alvo da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara dos Deputados que investigou a formação de pirâmides financeiras no Brasil.

A Kaiko Research ainda ressaltou a entrada de novos players no mercado cripto brasileiro, de bancos tradicionais como o Itaú (ITUB4) a bancos digitais e fintechs como Nubank (ROXO34) e Mercado Livre (MELI34). Para a consultoria, esse movimento "indica crescente demanda institucional e adoção de criptomoedas no Brasil".

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