BRB, o Banco de Brasília (BSLI4), desaba até 25% em apenas um pregão; entenda
Investidores recebem com desconfiança o plano de reestruturação da estatal, em meio ao escândalo do Banco Master.
📉 O Banco Master anunciou nesta quarta-feira (02), uma redução nas taxas de remuneração dos seus Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), um movimento que ocorre logo após a divulgação do acordo de aquisição com o BRB (BSLI4) por R$ 2 bilhões.
A operação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central, mas já começa a gerar impactos diretos nos produtos oferecidos pelo Banco Master.
A nova tabela de remuneração dos CDBs do Banco Master revela cortes nas taxas tanto de títulos prefixados quanto pós-fixados. Confira abaixo como ficaram as novas condições:
Apesar das reduções, as remunerações ainda se encontram acima da média de mercado.
Dados levantados pela Quantum Finance, até 19 de março, apontam que os CDBs pós-fixados com vencimento em um ano ofereciam, em média, 99,90% do CDI, enquanto os prefixados com prazo de seis meses apresentavam uma média de 14,06% ao ano.
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O Banco Master, historicamente conhecido por oferecer retornos elevados em seus CDBs, parece estar ajustando suas condições para tornar o negócio mais atrativo e sustentável na perspectiva da aquisição pelo BRB.
A instituição pública de Brasília pretende adquirir 49% das ações ordinárias (com direito a voto) e 100% das preferenciais, o que resultará em um controle de 60% do capital total do Banco Master.
Vale destacar que nem todas as dívidas do grupo financeiro serão absorvidas pelo BRB.
Dos R$ 52 bilhões em CDBs emitidos, apenas R$ 29 bilhões estão inclusos na aquisição — especificamente aqueles emitidos pelo Banco Master e pelo Will Bank.
Cerca de R$ 23 bilhões em CDBs, emitidos pelo Banco Master de Investimentos e pelo Voiter, permanecem fora do pacote, já que essas subsidiárias não fazem parte do acordo.
➡️ Leia mais: O que já se sabe sobre a compra do Banco Master pelo BRB; veja os detalhes
Investidores recebem com desconfiança o plano de reestruturação da estatal, em meio ao escândalo do Banco Master.
Estatal precisa recompor o seu capital e, para isso, pode ter que vender ativos ou receber dinheiro do governo.
PF apura indícios de irregularidades em operações comandadas pela antiga diretoria do BRB.
A instituição não informou quem assumirá as vagas deixadas no Conselho.
Segundo o depoimento de Vorcaro, o BC teria indicado a venda como benéfica para o sistema financeiro naquele momento.
Segundo o banco, não houve até agora qualquer comunicação ou determinação para aporte de capital por parte do BC.
BRB ainda calcula prejuízos, mas diz que o governo do DF pode ajudar a cobrir eventuais perdas.
O banco anunciou dois novos diretores e trocou o comando da sua DTVM e financeira.
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