Banco do Brasil (BBAS3) despenca mais de 31% nesta segunda-feira (26)
As ações dos principais bancos brasileiros aprofundavam as perdas na Bolsa nesta manhã.
O Banco do Brasil (BBAS3) teve um lucro líquido ajustado de R$ 9,5 bilhões no terceiro trimestre deste ano. Com isso, anunciou a distribuição de R$ 2,75 bilhões em JCP (Juros sobre o Capital Próprio).
O lucro do BB cresceu 8,3% em relação ao mesmo período de 2023 e 0,1% na comparação com o trimestre anterior. Dessa forma, ficou em linha com o esperado pelo mercado.
🏦 O resultado reflete a expansão da margem financeira bruta e das receitas com prestação de serviços, além do controle das despesas administrativas.
No terceiro trimestre, a margem financeira bruta somou R$ 25,9 bilhões. A cifra subiu 9,3% na base anual, influenciada pela redução das despesas financeiras.
Já as receitas de prestação de serviços subiram 4,9%, para R$ 9,1 bilhões. A linha foi impulsionada pelo desempenho positivo de consórcios, administração de fundos, conta corrente, seguros, previdência e capitalização.
O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido), no entanto, foi de 21,1%. O indicador havia marcado 21,6% no trimestre anterior e 21,3% no mesmo trimestre de 2023.
Leia também: Banco do Brasil (BBAS3) pagará R$ 2,75 bilhões em JCP
O Banco do Brasil tinha uma carteira de crédito ampliada de R$ 1,2 trilhão ao final do terceiro trimestre, 13% maior do que a do mesmo período de 2023.
A alta reflete o desempenho positivo de todos os segmentos de atuação do BB, sobretudo o agronegócio e a pessoa jurídica.
💲 O índice de inadimplência, no entanto, subiu para 3,33%, ante os 3% observados no segundo trimestre deste ano e os 2,81% do mesmo trimestre de 2023.
Por isso, o banco ampliou as provisões para créditos de liquidação duvidosa para R$ 10,1 bilhões. O volume é 34,2% superior ao do terceiro trimestre de 2023 e cresceu 29,2% em relação ao segundo trimestre deste ano.
A alta foi puxada pelas provisões contra o risco de crédito, que, de acordo com o BB, subiram devido à elevação da inadimplência no segmento agro.
Diante desse cenário, o Banco do Brasil atualizou o guidance para este ano.
📈 Agora, o banco prevê um gasto de R$ 34 bilhões a R$ 37 bilhões com provisões para créditos de liquidação duvidosa. Antes, o volume previsto era de R$ 31 bilhões a R$ 34 bilhões.
Já a projeção de alta das despesas administrativas foi reduzida para o intervalo entre 5% e 7%. Antes, o banco previa um aumento de 6% a 10% da linha.
As demais projeções foram mantidas. O BB ainda projeta, por exemplo, um lucro de R$ 37 bilhões a R$ 40 bilhões em 2024.
Nos nove primeiros meses deste ano, lucrou R$ 28,3 bilhões, um crescimento anual de 8,4%.
Com esses resultados, o Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira (13) a distribuição de R$ 2,75 bilhões em JCP. É o equivalente a um valor bruto de R$ 0,4833 por ação.
O provento será pago em 6 de dezembro para os acionistas registrados no próximo dia 25 de novembro. As ações do banco serão negociadas na condição de ex-juros a partir de 26 de novembro.
As ações dos principais bancos brasileiros aprofundavam as perdas na Bolsa nesta manhã.
O banco estatal tem bem menos dinheiro à disposição dos produtores rurais na atual safra do que no ciclo anterior.
A ideia é facilitar o direcionamento dos proventos recebidos para aplicações.
O economista Adolfo Sachsida disse que o objetivo é fortalecer a gestão das estatais.
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O JPMorgan rebaixou a recomendação para as ações do Banco do Brasil de “neutro” para “underweight”.
Entre os carros-chefes da bolsa de valores brasileira, o setor bancário arrancou na dianteira como um dos favoritos.
As ações do banco lideram as maiores altas do Ibovespa na manhã desta segunda-feira (5).
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