Ibovespa recua 1% com pressão externa; BB (BBAS3) sobe 4,5% e desafia o mau humor
O Ibovespa caiu 1,02% e fechou aos 187.766 pontos, pressionado pelo tom defensivo global e por quedas acima de 1% em Wall Street.
O Banco do Brasil (BBAS3) segue pressionado pelo aumento da inadimplência do agronegócio e das provisões. Por isso, deve ter uma recuperação mais lenta do que o esperado e acabou perdendo a recomendação de compra de mais um bancão.
🏦 O Citi tentou manter-se otimista com a perspectiva de recuperação do BB. Tanto que, em setembro, foi na contramão do mercado e elevou a recomendação e o preço-alvo para as ações da instituição. Contudo, rendeu-se à cautela nesta quinta-feira (13), depois que o BB apresentou os resultados do terceiro trimestre.
O Banco do Brasil viu seu lucro despencar 60,2% no terceiro trimestre, para R$ 3,78 bilhões, depois que precisou reforçar novamente as provisões para perdas esperadas. Por isso, cortou novamente a projeção de lucro e passou a prever um custo de crédito ainda maior em 2025, veja aqui o novo guidance.
Para o Citi, essa nova revisão do guidance "indica baixa visibilidade para os próximos trimestres" e mostra que o impacto das renegociações de dívidas rurais deve levar mais tempo do que o esperado para contribuir positivamente para os lucros do BB.
📅 De fato, ao apresentar os resultados do terceiro trimestre, a diretoria do BB admitiu que a regulamentação da MP (Medida Provisória) que permitiu a renegociação das dívidas rurais demorou mais que o previsto. Por isso, passou a prever uma melhora na inadimplência do agronegócio a partir do primeiro trimestre de 2026. Antes, havia uma expectativa de que os dados reagissem já no quarto trimestre de 2025.
Não bastasse isso, o Citi notou que o Banco do Brasil teve um terceiro trimestre operacionalmente fraco e ainda apresenta uma qualidade "preocupante" de ativos. Por isso, rebaixou a recomendação e o preço-alvo para as ações da instituição.
✂️ A recomendação passou de compra para neutra. Já o preço-alvo caiu de R$ 29 para R$ 23, o que implica um potencial de alta quase nulo perante a cotação atual.
As ações do Banco do Brasil eram cotadas a R$ 22,80 no fechamento de quarta-feira (12), mas recuam nesta quinta-feira (13), com o mercado reagindo aos dados do terceiro trimestre e ao novo guidance da instituição. O papel chegou a cair mais de 3% e a tocar em R$ 21,66 na mínima do dia.
Leia também: Banco do Brasil (BBAS3) vai manter payout de 30% em 2026
O Ibovespa caiu 1,02% e fechou aos 187.766 pontos, pressionado pelo tom defensivo global e por quedas acima de 1% em Wall Street.
O BB pretende manter um payout de 30%, embora veja o lucro voltando a crescer em 2026.
Para analistas, o guidance sugere uma recuperação gradual dos resultados do BB.
Para ter direito ao provento, o investidor precisa estar posicionado no papel até 23 de fevereiro.
Mesmo com queda anual de 40%, o resultado superou com folga o consenso Bloomberg, que projetava R$ 4,5 bilhões.
O banco chega na temporada sob pressão, com consenso apontando trimestre fraco, lucro em retração e impacto no agro.
Além do setor bancário puxando o carro, a bolsa de valores brasileira viu varejistas brilharem.
Além disso, a Petrobras apresenta a sua prévia operacional na terça-feira (10).
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