SELIC, IPCA e CDI: entenda os indicadores

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Publicado em 15/02/2024 às 13:16h - Atualizado 4 meses atrás Publicado em 15/02/2024 às 13:16h Atualizado 4 meses atrás por Redação
SELIC, IPCA e CDI: entenda os indicadores
SELIC, IPCA e CDI: entenda os indicadores

No mundo dos investimentos, entender indicadores econômicos como SELIC, IPCA e CDI é algo fundamental para tomar decisões assertivas e bem-sucedidas. Na prática, esses indicadores estão entre os mais importantes da economia brasileira. Mas, afinal, você sabe o que eles representam e como podem influenciar na rentabilidade dos seus investimentos? Neste artigo, vamos explicar detalhadamente a SELIC, o IPCA e o CDI, desvendando seus significados, suas relações e seus impactos sobre as suas finanças. Se você quer compreender melhor como esses indicadores afetam o rendimento dos seus investimentos e como podem orientar suas estratégias financeiras, continue lendo. Vamos mergulhar juntos nesse universo fascinante da economia e dos investimentos.

Como funciona a taxa SELIC?

Como funciona a taxa SELIC?

Como funciona a taxa SELIC? A taxa SELIC funciona como a taxa básica de juros da economia brasileira e desempenha um papel fundamental na condução da política monetária pelo Banco Central do Brasil. Veja em alguns tópicos, um resumo sobre como a taxa SELIC funciona:

Determinação pelo Banco Central

O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central do Brasil se reúne periodicamente para decidir sobre a taxa SELIC. Essa decisão é baseada em uma análise abrangente da economia, incluindo indicadores de inflação, crescimento econômico, mercado de trabalho e outros fatores relevantes.

Instrumento de política monetária

A taxa SELIC é utilizada pelo Banco Central como um instrumento para controlar a inflação e regular a atividade econômica. No geral, quando o Banco Central deseja estimular a atividade econômica, ele tende a reduzir a taxa SELIC. Por outro lado, quando deseja conter a inflação ou controlar o crescimento do crédito, ele pode aumentar a taxa SELIC.

Impacto nas taxas de juros do mercado

A taxa SELIC serve como referência para uma ampla gama de operações financeiras no mercado, influenciando as taxas de juros praticadas em empréstimos, financiamentos, investimentos e produtos financeiros em geral. Sendo assim, mudanças na taxa SELIC tendem a ter um impacto direto nas condições financeiras e no comportamento dos agentes econômicos.

Efeito sobre a economia real

Alterações na taxa SELIC podem afetar o consumo, investimento, produção e emprego na economia real.

  • Por exemplo, uma redução na taxa SELIC pode incentivar o consumo e investimento das empresas e dos consumidores, estimulando o crescimento econômico.
  • Por outro lado, um aumento na taxa SELIC pode desacelerar a atividade econômica e controlar a inflação, mas também pode aumentar o custo do crédito e desencorajar o consumo e investimento.

Diante dos pontos acima, fica mais fácil entender que a taxa SELIC possui um papel central na política monetária do Brasil, influenciando das condições financeiras, ao comportamento dos agentes econômicos e o desempenho da economia como um todo.

O que é IPCA?

O que é IPCA?

O que é IPCA? O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o indicador oficial utilizado para medir a inflação no Brasil. Esse indicador é calculado pelo IBGE e tem como objetivo acompanhar a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pela população brasileira em famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. O cálculo do IPCA abrange uma ampla gama de itens de consumo, incluindo:

  • Alimentos;
  • Habitação;
  • Transporte;
  • Saúde;
  • Educação;
  • Vestuário;
  • Entre outros.

Sendo assim, ele é amplamente utilizado pelo governo, empresas e consumidores para acompanhar a evolução dos preços ao longo do tempo e para ajustar políticas econômicas, contratos e investimentos de acordo com as condições inflacionárias.

Como funciona o IPCA?

Conforme explicado no tópico anterior, o IPCA é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e funciona como um indicador da variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pela população brasileira em famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. Por sua vez, a metodologia de cálculo do IPCA envolve os seguintes passos:

  • Definição da amostra: O IBGE seleciona uma amostra representativa de produtos e serviços consumidos pela população brasileira, que são agrupados em categorias, como alimentação, habitação, transporte, saúde, educação, vestuário, entre outros.
  • Coleta de preços: Equipes do IBGE realizam pesquisas de preços em estabelecimentos comerciais, lojas, supermercados, farmácias, entre outros locais, para obter os valores dos produtos e serviços selecionados na amostra.
  • Ponderação: Cada item da amostra recebe uma ponderação com base na sua importância relativa no orçamento das famílias. Itens de maior peso, como alimentação e habitação, têm mais influência sobre o índice do que itens de menor peso, como vestuário e lazer.
  • Cálculo do índice: O IPCA é calculado como uma média ponderada dos preços dos produtos e serviços da amostra, levando em consideração as variações de preço de cada item ao longo do tempo.
  • Divulgação dos resultados: O IBGE divulga mensalmente os resultados do IPCA, apresentando a variação percentual do índice em relação ao mês anterior e ao mesmo período do ano anterior.

O IPCA é considerado um dos principais indicadores da saúde econômica do nosso país, e possui um papel muito importante na tomada de decisões econômicas e financeiras.

O que é CDI?

O que é CDI?

O que é CDI? CDI significa Certificado de Depósito Interbancário. O CDI serve como referência para diversas operações financeiras no país e é comumente utilizado como base para calcular a rentabilidade de investimentos de renda fixa, como:

  • CDBs (Certificados de Depósito Bancário);
  • LCIs (Letras de Crédito Imobiliário);
  • LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio);
  • Fundos de investimento.

O CDI é determinado pelas operações realizadas entre os bancos e reflete as condições de liquidez e oferta de recursos no mercado financeiro. Em regra, essa taxa é muito próxima da SELIC. Como o CDI é uma referência amplamente utilizada no mercado financeiro brasileiro, os investidores costumam comparar a rentabilidade de diferentes produtos financeiros em relação a essa taxa. A título de exemplo, um título CDB pode oferecer uma rentabilidade de 100% do CDI, 90% do CDI ou 100% do CDI + X%. Diante disso, o CDI desempenha um papel importante no mercado financeiro brasileiro, sendo utilizado como indicador de rentabilidade e como base para cálculo da remuneração de diversos produtos financeiros.

Qual a relação entre SELIC e CDI?

A relação entre a SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) e o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é muito próxima e direta. Podemos destacar os dois principais pontos dessa relação: Base de cálculo:

  • Historicamente, o valor do CDI tem sido muito próximo à taxa SELIC, já que as transações no mercado interbancário também observam a variação da SELIC.
Referência para investimentos:
  • Movimentos da SELIC têm um impacto direto na determinação da taxa CDI e, por consequência, na rentabilidade de diversos investimentos de renda fixa no Brasil.

Como a SELIC, o IPCA e o CDI impactam os investimentos?

A SELIC, o IPCA e o CDI são indicadores econômicos fundamentais que têm um impacto significativo nos investimentos, especialmente em produtos de renda fixa. Veja como cada um desses indicadores pode afetar os investimentos:

SELIC (Taxa Básica de Juros)

Impacto nos investimentos em Renda Fixa:

A SELIC é amplamente utilizada como referência para diversos tipos de investimentos de renda fixa, como CDBs, LCIs, LCAs, Tesouro Direto e fundos de renda fixa. Sendo assim, quando a SELIC aumenta, a rentabilidade desses investimentos tende a aumentar, e quando a SELIC diminui, a rentabilidade tende a cair. Impacto nos investimentos em Renda Variável: A SELIC também pode influenciar os investimentos em renda variável, como ações e fundos imobiliários. Na prática, isso ocorre porque uma alta na SELIC pode desencorajar o investimento em renda variável, enquanto uma baixa na SELIC pode estimular o investimento em ativos de maior risco em busca de retornos mais elevados.

IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)

Impacto nos investimentos em Renda Fixa:

Conforme vimos nos tópicos anteriores, o IPCA é utilizado como referência para proteger os investimentos da inflação. Sendo assim, os investimentos indexados ao IPCA, são muito procurados por oferecer uma rentabilidade real ao investidor, em muitos casos, acima da inflação. Impacto nos investimentos em Renda Variável: O IPCA também pode influenciar os investimentos em renda variável, como ações e fundos imobiliários. Em geral, isso acontece, pois, variações significativas na inflação podem afetar o poder de compra dos consumidores e, consequentemente, o desempenho das empresas listadas em bolsa.

CDI (Certificado de Depósito Interbancário)

Impacto nos investimentos em Renda Fixa:

O CDI é utilizado como referência para calcular a remuneração de diversos produtos de renda fixa. Sendo assim, sua variação pode influenciar positivamente ou negativamente na rentabilidade dos ativos. Impacto nos investimentos em Renda Variável: Embora o CDI tenha um impacto mais direto nos investimentos de renda fixa, ele também pode influenciar indiretamente os investimentos em renda variável. Na prática, isso acontece, pois, taxas de juros mais altas podem desencorajar investimentos em ações e fundos imobiliários. Não tenha dúvidas, SELIC, IPCA e CDI são indicadores econômicos de grande importância, que afetam diretamente a rentabilidade dos investimentos de renda fixa e podem ter impacto indireto nos investimentos em renda variável. Por isso, é essencial que os investidores compreendam e acompanhem esses indicadores para tomar decisões mais assertivas no âmbito dos investimentos.

O que rende mais CDI Selic ou IPCA?

O que rende mais CDI Selic ou IPCA?

O que rende mais CDI Selic ou IPCA? A rentabilidade relativa entre CDI, SELIC e IPCA pode variar dependendo de vários fatores, como o contexto econômico, as taxas de juros e a inflação. Diante disso, o ideal é que antes de aplicar em recursos em ativos cuja rentabilidade esteja diretamente relacionada a indicadores econômicos, recomenda-se que o investidor consulte o valor atual da taxa e as expectativas do mercado para o futuro da mesma. O ideal é buscar aplicações que consigam vencer a inflação, ou seja, remunerar acima do IPCA, pois dessa forma, é possível obter ganhos reais e proteger o poder de compra dos seus ativos financeiros.

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