Diferença entre Bitcoin, Ethereum e altcoins: entenda antes de investir

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Publicado em 03/02/2026 às 16:44h - Atualizado 11 minutos atrás Publicado em 03/02/2026 às 16:44h Atualizado 11 minutos atrás por Carlos Filadelpho
Diferença entre Bitcoin, Ethereum e altcoins - Imagem: Shutterstock
Diferença entre Bitcoin, Ethereum e altcoins - Imagem: Shutterstock

O mercado de criptomoedas evoluiu muito rapidamente desde o surgimento do Bitcoin em 2009. 

Na prática, o que antes era uma proposta isolada de moeda digital descentralizada, hoje se transformou em um ecossistema vasto, com milhares de criptomoedas conhecidas como altcoins

Mas, afinal, qual é a diferença entre Bitcoin, Ethereum e as altcoins? Como escolher entre elas na hora de investir?

É hora de conhecer os principais conceitos, características, vantagens e riscos de cada uma dessas categorias, para que dessa forma, você possa tomar decisões mais assertivas no mercado cripto. Confira a seguir!

O que é Bitcoin (BTC)?

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda criada, ela surgiu em 2009, sendo lançada por uma pessoa (ou grupo) sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto

Seu objetivo era muito claro: criar um sistema de pagamentos descentralizado, que não dependesse de bancos, governos ou intermediários.

O Bitcoin funciona sobre a tecnologia blockchain, uma espécie de livro contábil digital público e imutável. Nele, todas as transações são registradas e validadas por mineradores espalhados pelo mundo, por meio de um mecanismo de consenso chamado prova de trabalho (Proof of Work).

Principais características do Bitcoin:

  • Reserva de valor: Muitos veem o BTC como o “ouro digital”, ideal para preservar patrimônio no longo prazo;

  • Oferta limitada: Serão emitidos no máximo 21 milhões de bitcoins, o que o torna escasso e deflacionário;

  • Descentralização total: Não pertence a nenhuma empresa ou governo;

  • Segurança alta: Rede protegida por milhares de nós ao redor do mundo.

O Bitcoin é hoje a maior criptomoeda em valor de mercado, liderando como referência de preço e sendo considerado o ativo mais estável dentro do universo cripto.

O que é Ethereum (ETH)?

O Ethereum surgiu em 2015 com uma proposta mais ampla. Criado por Vitalik Buterin, ele também é baseado em blockchain, mas vai além do simples registro de transações financeiras.

A principal inovação da rede Ethereum é permitir o uso de contratos inteligentes (smart contracts), códigos que se executam automaticamente quando determinadas condições são atendidas. Na prática, isso permitiu a criação de um vasto ecossistema de aplicativos descentralizados (dApps).

Principais características do Ethereum:

  • Plataforma de contratos inteligentes: Base para criação de jogos, NFTs, finanças descentralizadas (DeFi), marketplaces, etc.;

  • Moeda nativa: Ether (ETH), usada para pagar taxas de transação e executar contratos;

  • Transição para Proof of Stake (PoS): Desde 2022, Ethereum deixou o modelo de mineração e passou a validar transações por meio de um mecanismo de consenso chamado ou prova de participação.

O Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mundo e é considerado o principal motor de inovação no mercado cripto.

O que são altcoins?

As altcoins são, literalmente, todas as criptomoedas alternativas ao Bitcoin. O termo surgiu para agrupar os diversos projetos que foram sendo criados após o sucesso do BTC, alguns com propostas semelhantes, outros com tecnologias, objetivos e públicos totalmente diferentes.

Enquanto o Bitcoin tem foco em segurança e reserva de valor, e o Ethereum na execução de contratos e aplicações descentralizadas, as altcoins formam um ecossistema diverso, multifuncional e em constante expansão.

Muitas altcoins são desenvolvidas para resolver problemas específicos, melhorar pontos fracos de outras redes, testar novas tecnologias ou até mesmo funcionar como tokens de utilidade em projetos comerciais, jogos, plataformas de streaming, marketplaces e redes sociais.

Tipos de altcoins e suas funções

As altcoins podem ser classificadas de várias formas, de acordo com sua utilidade e tecnologia. Veja os principais tipos:

Token de pagamento

Criadas para servir como moeda digital, com foco em rapidez, baixo custo e acessibilidade. Exemplo:

  • Litecoin (LTC): Funciona de forma semelhante ao Bitcoin, mas com tempos de confirmação mais rápidos e algoritmo de mineração diferente.

Stablecoins

Criptomoedas com valor atrelado a moedas fiduciárias, como o dólar, euro ou real. São usadas para preservar valor e facilitar transações com menor volatilidade. Exemplos:

Utility tokens

São tokens usados para acessar serviços, pagar taxas ou interagir com plataformas específicas. Exemplo:

  • ETH na rede Ethereum,

  • BNB na Binance Smart Chain,

  • Filecoin (FIL), usado para comprar armazenamento descentralizado.

Tokens de governança

Conferem poder de voto dentro de projetos descentralizados, permitindo que os usuários decidam sobre alterações no protocolo, taxas, investimentos e atualizações. Exemplo:

Memecoins

Inspiradas por memes, piadas e comunidades online. Têm alta volatilidade e são muitas vezes impulsionadas por celebridades ou movimentos virais. Exemplos:

Tokens de segurança (security tokens)

Representam participações em ativos reais, como ações, imóveis ou commodities, e são regulados por órgãos como a SEC nos EUA.

Comparando Bitcoin, Ethereum e altcoins

Veja no quadro comparativo abaixo, um resumo com diferenças e características do Bitcoin, do Ethereum e das altcoins:

Característica

Bitcoin (BTC)

Ethereum (ETH)

Altcoins Diversas

Principal função

Reserva de valor, pagamentos

Plataforma de contratos

Varia conforme o projeto

Ano de criação

2009

2015

2011 em diante

Tecnologia base

Blockchain + PoW

Blockchain + PoS

PoW, PoS, DAG, híbridos, etc.

Oferta máxima

21 milhões

Ilimitada

Depende de cada token

Volatilidade

Alta, mas menor que altcoins

Alta

Muito alta

Uso institucional

Alto

Crescente

Variável

Risco de investimento

Médio

Médio-alto

Alto a muito alto

As altcoins são um bom investimento?

As altcoins oferecem oportunidades interessantes de diversificação e crescimento, mas com riscos maiores que o Bitcoin. Veja os prós e contras:

Vantagens:

  • Potencial de valorização elevado: Algumas altcoins cresceram mais de 1000% em ciclos anteriores;

  • Acesso a projetos inovadores: Jogos, NFTs, DeFi, metaverso, Web3;

  • Diversificação: Permite exposição a nichos diferentes dentro do mercado cripto.

Desvantagens:

  • Alta volatilidade: Os preços podem variar 20%, 30% ou mais em poucos dias;

  • Menor liquidez: Algumas altcoins têm volume de negociação baixo, dificultando saídas rápidas;

  • Risco de projetos sem fundamentos: Muitos tokens surgem apenas por especulação ou “hype”;

  • Risco regulatório e técnico: Existe um risco maior de acontecerem falhas de segurança, abandono do projeto ou bloqueios legais.

Portanto, investir em altcoins exige mais pesquisa, acompanhamento constante e controle de risco.

Como escolher altcoins promissoras?

Antes de investir em qualquer altcoin, faça uma análise cuidadosa, considerando:

  • Proposta de valor: O projeto resolve um problema real?

  • Equipe e comunidade: Os desenvolvedores são confiáveis? Há engajamento real?

  • Utilidade do token: O ativo tem função clara na rede ou é apenas especulativo?

  • Volume e liquidez: Há bons níveis de negociação diária?

  • Parcerias e adoção: O projeto tem uso prático ou está integrando com empresas/rede reais?

  • Atualizações frequentes: O desenvolvimento é ativo e transparente?

Plataformas como o Investidor10, oferecem informações aprofundadas sobre uma enorme variedade de criptoativos, incluindo indicadores e outros tipos de dados relevantes, sendo portanto, uma ferramenta aliada na tomada de decisão.

É melhor comprar Bitcoin ou altcoins?

A resposta depende do seu perfil de investidor e objetivos financeiros.

Bitcoin é indicado para quem:

  • Busca maior segurança e um criptoativo consolidado;

  • Deseja exposição de longo prazo ao setor;

  • Prefere ativos com alta liquidez e reconhecimento global.

Altcoins são mais indicadas para quem:

  • Tem perfil mais arrojado e busca oportunidades com maior potencial de valorização;

  • Quer diversificar em projetos específicos (como jogos, contratos inteligentes, stablecoins);

  • Está disposto a acompanhar o mercado com mais frequência.

Muitos investidores optam por uma carteira mista, com cerca de 60% em Bitcoin, 30% em Ethereum e 10% em altcoins promissoras. Mas cada pessoa deve ajustar conforme seu perfil e tolerância ao risco.

O futuro das altcoins e do mercado cripto

À medida que o setor amadurece, é esperado que algumas altcoins desapareçam, enquanto outras se consolidem como infraestruturas importantes da nova economia digital.

Projetos com fundamentos fortes, uso real, boa governança e escalabilidade tendem a prosperar. Enquanto isso, tokens puramente especulativos devem perder espaço.

As altcoins não são concorrentes do Bitcoin, elas cumprem funções complementares e ampliam as possibilidades do ecossistema. 

Sem dúvida alguma, a inovação está no DNA das altcoins, e entender suas diferenças é o primeiro passo para investir com mais consciência e segurança.

Conclusão

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