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Durante muitos anos, aprender a minerar Ethereum era um dos principais objetivos de muitas pessoas que entravam no mercado de criptomoedas.
Na prática, bastava montar um computador super potente, instalar um software específico e começar a validar blocos da rede para receber recompensas em Ether (ETH). No entanto, isso mudou completamente.
Com a atualização conhecida como The Merge, o Ethereum abandonou definitivamente a mineração tradicional. A rede deixou de funcionar como o Bitcoin e passou a operar em um modelo totalmente diferente, baseado em participação e não em poder computacional.
Em resumo, isso significa que hoje não existe mais mineração de Ethereum como existia antes. Neste conteúdo, vamos explicar o que mudou. Confira!
A mineração de criptomoedas é o processo de validação das transações dentro de uma blockchain.
Sempre que alguém envia uma criptomoeda para outra pessoa, essa operação precisa ser confirmada pela rede antes de ser considerada válida. Os mineradores eram responsáveis por isso.
Eles utilizavam computadores extremamente potentes para resolver cálculos matemáticos complexos. Quem resolvia primeiro ganhava o direito de registrar o bloco na blockchain e receber uma recompensa.
Esse mecanismo é chamado de Proof of Work (Prova de Trabalho). Na prática, funcionava assim:
No caso do Ethereum antigo, essa recompensa era paga em ETH.
Por isso, a mineração tornou-se tão popular. Além de manter a rede segura, ela gerava renda. Quanto maior o poder computacional, maior a chance de ganhar.
Antes da atualização conhecida como The Merge, o Ethereum utilizava um algoritmo chamado Ethash, que exigia a realização de cálculos complexos para validação das transações (mineração).
Na prática, isso permitiu que milhares de pessoas no mundo inteiro participassem da mineração doméstica. Para minerar era necessário:
O rendimento dependia principalmente do hashrate, que é a capacidade de processamento da máquina.
Quanto maior o hashrate, mais cálculos por segundo, maior chance de validar blocos e maior o ganho em ETH.
Na época, surgiram verdadeiras fazendas de mineração, com centenas de GPUs funcionando 24 horas por dia.
Contudo, havia um problema importante: o consumo de energia era gigantesco.
A rede Ethereum chegou a consumir eletricidade comparável a países inteiros, o que gerava críticas ambientais e limitações de escalabilidade. Foi isso que motivou a maior mudança da história do projeto.
O The Merge foi uma das mudanças mais importantes da história do ETH. Ele marcou a migração definitiva do Ethereum do sistema Proof of Work (PoW) para o Proof of Stake (PoS), encerrando permanentemente a mineração tradicional dentro da rede.
Até então, o funcionamento do Ethereum era parecido com o do Bitcoin: a segurança dependia da competição entre computadores para resolver problemas matemáticos complexos.
Sendo assim, quanto maior o poder computacional do minerador, maiores eram suas chances de validar um bloco e receber recompensas em ETH.
No entanto, após a atualização, essa lógica deixou de existir. A rede passou a funcionar com base em um mecanismo conhecido como “Prova de Participação”, que por sua vez, não depende de alta capacidade de processamento.
Em vez de gastar eletricidade tentando “vencer uma corrida matemática”, os participantes agora bloqueiam moedas dentro do protocolo como garantia de bom comportamento.
Na prática, isso muda completamente o modelo de segurança:
O novo mecanismo de consenso opera por meio de validadores, que substituíram totalmente os mineradores. O processo segue o passo a passo:
Essa penalização é chamada de slashing, e é o que garante a segurança do sistema. Como o participante pode perder dinheiro real, torna-se economicamente irracional tentar fraudar a rede.
Diante disso, a alteração trouxe consequências estruturais profundas, incluindo uma redução de 99% no consumo energético da rede, já que não há mais necessidade de equipamentos especializados e resolução de cálculos complexos.
Na prática, aprender como minerar Ethereum virou aprender como participar do staking.
O algoritmo Proof of Work foi completamente removido do protocolo principal do Ethereum. A arquitetura atual simplesmente não possui mais o componente de mineração.
Portanto, não existe software legítimo de mineração de ETH, não existem mais recompensas por hashrate e GPUs não geram Ether na rede oficial.
A consequência disso foi uma transformação completa no perfil dos participantes do ecossistema:
Muitas fazendas de mineração migraram para outras criptomoedas Proof of Work, enquanto investidores passaram a atuar como validadores ou provedores de liquidez.
O staking é o mecanismo que substituiu definitivamente a mineração. Ele permite que usuários participem da segurança da rede e recebam recompensas em ETH por isso.
Para atuar como validador, é necessário bloquear 32 ETH no contrato oficial do protocolo.
Depois disso, o sistema seleciona automaticamente os validadores para propor e confirmar blocos.
As recompensas dependem de três fatores principais:
O retorno não é fixo, mas historicamente oscila dentro de uma faixa anual moderada, funcionando como uma espécie de rendimento pela participação na infraestrutura da blockchain.
Na prática, o usuário passa a ganhar Ether ao contribuir com a segurança do sistema.
Com o The Merge, muitos questionam se o fim da mineração foi ruim para o Ethereum. A princípio, é possível afirmar que não, e mais do que isso, muitos defendem que o fim da mineração foi benéfica para o ETH.
A mudança resolveu limitações estruturais importantes, dentre elas:
Com o Proof of Stake, o Ethereum se tornou mais adequado para uso em larga escala, especialmente em aplicações financeiras descentralizadas.
O projeto deixou de ser apenas uma rede experimental e passou a ser uma infraestrutura digital global.
Por isso, o The Merge é considerado uma das atualizações mais relevantes da história do mercado cripto.
Para quem deseja exposição ao ecossistema do Ethereum sem precisar negociar constantemente no mercado, o staking se tornou uma alternativa relevante dentro da estratégia de longo prazo.
Diferentemente da mineração tradicional, que exigia um alto investimento em hardware, manutenção constante e custos elevados de energia, o novo modelo transformou a participação na rede em algo mais próximo de um investimento produtivo.
De acordo com estimativas da comunidade, os rendimentos anuais do staking na rede Ethereum variam entre 5% e 10% ao ano.
No entanto, isso não significa retorno garantido ou livre de riscos. O rendimento depende do funcionamento da rede, da quantidade total de ETH em staking e do comportamento do próprio mercado de criptomoedas.
Contudo, mesmo assim, o modelo apresenta vantagens claras quando comparado à antiga mineração. Entre os principais pontos, podemos destacar:
Na prática, a grande mudança foi conceitual: Antes, participar da rede era algo que exigia conhecimento técnico e infraestrutura física. Hoje, exige planejamento financeiro e visão de longo prazo.
O Ethereum deixou de recompensar quem possui máquinas mais potentes e passou a recompensar quem mantém capital comprometido com a segurança do sistema.
A pergunta como minerar Ethereum deixou de fazer sentido porque a mineração não faz mais parte do funcionamento da rede.
O Ethereum evoluiu para um modelo baseado em participação econômica, onde usuários bloqueiam moedas para validar transações e manter o sistema seguro.
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