2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
🚨 A projeção de inflação no Brasil para 2025 ganhou um tom mais preocupante com a revisão da XP Investimentos, que elevou a estimativa de 5,2% para 6,1%.
O principal motor dessa alta seria o câmbio depreciado, que impacta desde bens industrializados até alimentos, agravando os custos para consumidores e produtores.
A combinação de uma economia aquecida e um mercado de trabalho pressionado reforça o cenário desafiador.
A XP ajustou a previsão para a taxa de câmbio de R$ 5,85 para R$ 6,20 por dólar, intensificando os efeitos sobre os preços de produtos importados e insumos industriais.
Como reflexo, espera-se que a inflação de bens industrializados atinja 4,0% e a de alimentos no domicílio avance impressionantes 10,2% em 2025.
Produtos como trigo, cacau e proteínas, que têm seus preços fortemente atrelados ao mercado internacional, devem ser os principais vilões na cesta de consumo.
O impacto também será sentido no setor de serviços, cuja inflação foi revisada para 6,4%, além de contratos indexados a índices como o IGP-M, que encerrou 2024 com alta de 6,5%.
O aumento nos aluguéis e outros contratos atrelados a esses indicadores deve trazer um peso adicional para famílias e empresas.
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A economia brasileira deve mostrar resiliência inicial em 2025, impulsionada por uma safra de soja recorde, que deve crescer 15% neste ano.
No entanto, o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tende a desacelerar ao longo do ano, com previsões de 2,0% para 2025 e 1,0% em 2026.
O avanço inicial será seguido por uma retração dos setores mais cíclicos, reflexo do aumento da inflação e das condições monetárias mais apertadas.
Com a inflação desancorando as expectativas de curto e médio prazos, a política monetária enfrenta desafios adicionais.
A XP agora projeta que a Selic alcance 15,50% no auge do ciclo de alta, com cortes na taxa de juros apenas a partir de 2026.
A decisão reflete a tentativa de conter a escalada inflacionária e restabelecer o equilíbrio das expectativas do mercado.
Apesar de um cenário econômico que favorece a arrecadação, as contas públicas continuam sob escrutínio.
A dívida pública deve manter sua trajetória de alta, levantando preocupações sobre a sustentabilidade fiscal a médio e longo prazos.
📊 Por outro lado, o governo poderá encontrar menos dificuldades para alcançar a meta de resultado primário, segundo as projeções da XP.
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
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