Veja onde os bilionários pretendem investir nos próximos 12 meses
Imóveis, ações de mercados desenvolvidos e ouro estão na mira dos ricaços, segundo o UBS BB.

Os bilionários mundiais têm conseguido ampliar a sua fortuna a taxas mais elevadas do que as do mercado de ações na última década. E pretendem continuar diversificando os seus investimentos nos próximos 12 meses. É o que indica um estudo do UBS BB divulgado nesta quinta-feira (5).
💰De acordo com o estudo, a riqueza total dos bilionários mundiais aumentou 121% entre 2015 e 2024, saltando de US$ 6,3 trilhões para US$ 14 trilhões. Já as bolsas mundiais avançaram cerca de 73% no período, segundo o índice MSCI AC World, que mede o desempenho médio dos mercados acionários de 47 países.
Na avaliação de especialistas, essa diferença reflete a disposição dos bilionários de aproveitar ciclos econômicos e tendências de mercado para diversificar seus investimentos, para, dessa forma, proteger e ampliar o seu capital. E o estudo do UBS BB reforça essa tendência.
📊 O levantamento explica que os bilionários estão reavaliando a sua carteira de investimentos para navegar no cenário atual, de flexibilização dos juros nos Estados Unidos e na Europa e de incertezas geopolíticas. Por isso, muitos consideram aumentar a exposições a imóveis, ações de mercados desenvolvidos e ouro ou outros metais preciosos nos próximos 12 meses.
Investimentos em private equity, títulos de renda fixa de mercados desenvolvidos, dívida privada, arte e até dinheiro em espécie também estão na mira dos super-ricos, segundo o UBS BB, que ouviu 82 bilionários para saber quais os planos de investimento desse grupo nos próximos 12 meses.
Em termos de localização, os bilionários continuam preferindo ativos de países desenvolvidos, sobretudo os Estados Unidos. Contudo, uma menor parte desse grupo também pretende aumentar a exposição aos ativos de renda fixa e de renda variável de mercados em desenvolvimento, como o Brasil.
Veja em quais investimentos os bilionários pretendem investir nos próximos 12 meses:
- Imóveis: 43%;
- Ações de mercados desenvolvidos: 42%;
- Ouro e metais preciosos: 40%;
- Investimentos diretos de private equity: 38%;
- Títulos ou renda fixa de mercados desenvolvidos: 35%;
- Dívida privada: 35%;
- Arte e antiguidades: 32%;
- Dinheiro: 31%;
- Fundos de private equity e de participações: 29%;
- Infraestrutura: 25%;
- Ações de mercados em desenvolvimento: 23%;
- Hedge funds: 23%;
- Commodities: 18%;
- Títulos ou renda fixa de mercados em desenvolvimento: 10%.
Tecnologia lidera crescimento
O estudo do UBS BB ainda reforça o poder da tecnologia de criar grandes fortunas. Segundo o levantamento, a riqueza dos bilionários provenientes desse segmento quase triplicou nos últimos 10 anos, saindo de US$ 788,9 bilhões em 2015 para US$ 2,4 trilhões em 2019.
🚀 O setor começou a crescer com os avanços em e-commerce, mídias sociais e pagamentos digitais. Contudo, agora vem sendo impulsionado pelos desenvolvimentos em IA (Inteligência Artificial), cybersegurança, fintechs, impressão 3D e robótica.
Os bilionários da indústria e das commodities também registraram amplos ganhos de riqueza nos últimos anos. Já os do setor imobiliário têm visto sua fortuna crescer a taxas menores desde 2017, segundo o UBS BB.
Leia também: Fortuna de Elon Musk dá salto de US$ 14 bi com novo recorde da Tesla (TSLA34)
Brasil ganha 19 bilionários em 1 ano
Ao todo, o banco identificou 2.682 bilionários no mundo em 2024, sendo que quase 1/3 deles estão nos Estados Unidos (835).
Já o Brasil ganhou 19 bilionários nos últimos 12 meses e agora conta com um total de 60 pessoas com um patrimônio superior a US$ 1 bilhão. A fortuna desse grupo cresceu 37,7% no período e agora totaliza US$ 154,9 bilhões.

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