Alívio para a Vale (VALE3)? Rio Tinto desiste de fusão com a Glencore
A fusão criaria a maior mineradora do mundo, mas travou por divergências sobre o valuation.
A Vale (VALE3) pode ter mais um problema com a Justiça nos próximos dias. Isso porque o Ministério Público e o governo de Minas Gerais protocolaram uma ação civil pública contra a mineradora, na quinta-feira (5).
A decisão dos dois órgãos está relacionada ao recente caso de vasão de rejeitos no Complexo Minerário de Fábrica, na região de Ouro Preto. No fim do mês passado, sedimentos atingiram casas e terrenos vizinhos, além de atingirem o curso d'água na região.
“Diante do dano ambiental de abrangência regional e do risco de agravamento durante o período chuvoso, a ação requer a paralisação preventiva das atividades no Complexo Minerário de Fábrica e a implementação imediata de medidas de contenção e mitigação”, diz nota conjunta dos órgãos.
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No pedido, os representantes pedem um bloqueio cautelar de R$ 846 milhões das contas da mineradora. Parte desse dinheiro seria usado para reparar os problemas causados no vazamento, além de garantir o pagamento de danos morais para as vítimas.
"Com essa medida judicial, o MPMG e o Estado buscam interromper a degradação em curso, assegurar a segurança das populações locais e garantir a plena responsabilização da empresa pelos prejuízos causados ao meio ambiente”, continua a nota.
A ação mais recente se soma à multa que o governo mineiro aplicou à companhia na semana passada. Na ocasião, a gestão estadual praticamente dobrou a penalidade, subindo de R$ 1,7 milhão para R$ 3,3 milhões.
A empresa se defende e diz que o extravasamento não tem relação com as barragens que existem na região. Também pondera que as estruturas estão sob condições de segurança e monitoramento contínuo durante todo o dia.
Por meio de nota, a empresa também informou que as equipes técnicas seguem em apuração para entender o que causou o evento. Por fim, destaca que já iniciou os trabalhos de remoção dos sedimentos e que tem como prioridade a proteção das pessoas, das comunidades vizinhas e do meio ambiente.
Depois da divulgação, as ações da Vale reagiram de forma negativa na bolsa e caíram cerca de 0,3% na B3. Por volta das 12h desta sexta (6), os papéis eram negociados a R$ 86,20.
O movimento de baixa, no entanto, nem de longe atinge a performance da companhia desde o começo deste ano. No intervalo de janeiro até esta primeira semana de fevereiro, os investidores viram o valor de mercado da companhia avançar 19%, atingindo R$ 392 bilhões.
A fusão criaria a maior mineradora do mundo, mas travou por divergências sobre o valuation.
Em ação cautelar, o MPF elevou para R$ 1,2 bilhão o pedido de bloqueio de recursos da Vale.
Ações da mineradora saltam +5% com recomendação de compra do Itaú BBA, contrariando queda da commodity.
O banco manteve a recomendação de compra para os papéis e elevou o preço-alvo das ADRs de US$ 14 para US$ 19 ao fim de 2026.
Apesar do tombo das petroleiras, o principal índice da bolsa de valores brasileira ficou acima dos 182 mil pontos.
Estado dobra penalidade por danos ambientais em Congonhas e Ouro Preto.
Volatilidade nos mercados globais causada pela indicação de Donald Trump ao Federal Reserve também afeta o Brasil.
Além da multa, a mineradora teve atividades suspensas em áreas estratégicas dos empreendimentos de Fábrica e Viga.
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