Como o desejo de Trump pela Groenlândia chacoalha as bolsas de valores pelo mundo?
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Os conflitos no Oriente Médio se intensificaram neste fim de semana com a queda de Bashar Al Assad, então presidente da Síria. Forças rebeldes tomaram o poder no país que vive uma guerra civil há mais de uma década.
⚔️ O movimento foi liderado por Abu Mohammed al-Jawlani que orientava uma invasão de Aleppo, a segunda maior da cidade do país, desde novembro. Em pronunciamento na televisão pública, ele disse: “o país foi libertado e o tirano Bashar al-Assad foi derrubado. Viva uma Síria livre e independente para todos os sírios de todas as seitas".
A derrubada do governo acirra a instabilidade no Oriente Médio que já é palco de outras guerras, principalmente a entre Israel e Hamas. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), desde a última quarta-feira (27), mais de 300 pessoas já morreram no meio do conflito interno sírio.
Essa não é a primeira vez que Aleppo é tomada por rebeldes, mas o pedido de exílio de Al Assad é inédito. O ex-presidente partiu para a Rússia, junto com sua família, onde obteve exílio do governo, conforme destacou o porta-voz do Klemlin.
O poder na Síria agora é disputado por diversos grupos armados. Várias regiões do país estão divididas por rebeldes de diferentes etnias e vertentes religiosas.
O atual primeiro-ministro Mohammed Ghazi al-Jalali deve permanecer a frente até que se faça uma transição de governo. O grupo islamita HTS -originado da Al-Qaeda- já indicou que deve lutar para liderar um novo governo.
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O exílio do ex-presidente da Síria é um duro golpe na Rússia e em Putin, que é apontado como o principal parceiro estrangeiro de Bashar. Foi o país euro asiático que atuou de forma ativa em outras vezes para que o agora deposto se mantivesse à frente do país árabe, principalmente em 2015, quando outros grupos tentaram derrubá-lo.
Muitos analistas internacionais comparam este episódio com a retirada das tropas dos Estados Unidos do Afeganistão, em 2023. Isso porque ambas as potências montaram bases nos respectivos países e ofereceram apoio militar aos governos.
Analistas indicam que a perda de espaço na Síria pode fazer com que o líder russo endureça as negociações com a Ucrânia. “Putin pode colocar condições adicionais e não aceitará negociar facilmente. Ele insistirá que agora cabe ao Ocidente e à Ucrânia mudar sua posição”, destacou a cientista política russa Tatiana Stanovaya em entrevista à CNN.
🚨 Na dúvida sobre qual vai ser o caminho da Síria neste momento, a diplomacia brasileira está acompanhando de perto as movimentações. A Itamaraty orientou que todos os brasileiros deixem o país o mais rápido possível, mas não ofereceu ajuda para repatriação -ou seja, não serão fornecidos voos gratuitos.
“O Itamaraty, por meio da Embaixada em Damasco, permanece monitorando a situação dos brasileiros na Síria. Não há registro de nacionais entre as vítimas das hostilidades. O Itamaraty insta a todos nacionais que se encontrem no país a que busquem sair da Síria. Recomenda-se também que os brasileiros consultem o alerta, atualizado, disponível no portal consular”, diz o Ministério das Relações Exteriores.
No domingo, o embaixador André Luiz Azevedo da Silva, que representa o Brasil na Síria, deixou o país dado as incertezas sobre a segurança. A decisão foi tomada depois de notícias de que representações de vários países foram atacadas pelos rebeldes.
Toda a equipe brasileira foi deslocada para o Líbano, país vizinho, até que a situação esteja segura. Não há, no entanto, orientação para o fechamento da representação no país árabe.
“Várias embaixadas em processo de evacuação até a situação de segurança se estabilizar, inclusive a nossa. Houve alguns incidentes envolvendo embaixadas no final de semana, a nossa não foi afetada, mas a situação das ruas ainda está instável“, disse ele, em entrevista à GloboNews.
A Síria é um pequeno país situado entre Turquia, Iraque, Jordânia e Israel. A população está estimada em 22,9 milhões de pessoas, com base no último censo.
Até 1961, o território pertencia à República Árabe Unida, que reunia também o Egito, mas foi desmembrado.
Com um PIB de US$ 7,5 bilhões, o país tem uma economia baseada na exportação de azeite de oliva, nozes e algodão. Neste ano, foi responsável por comprar US$ 68,4 milhões em produtos brasileiros, sobretudo o café.
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