Ser Educacional (SEER3) cabula prejuízo e lucra R$ 43,6 milhões no 1T25
Sediada em Recife, a empresa de ensino superior é dona das marcas Uninassau, Uninabuco, Uninorte, entre outras
🚨 O setor de educação entra em 2026 sob uma nova ótica de investimento: a da eficiência financeira acima do crescimento desenfreado.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (12), o Santander promoveu a Ser Educacional (SEER3) ao posto de favorita do setor, elevando sua recomendação para outperform (compra) e estabelecendo um preço-alvo de R$ 12,80.
O grande trunfo da Ser é o seu impressionante FCF yield de 16%, aliado à expectativa de distribuição de R$ 110 milhões em dividendos.
De acordo com os analistas, a escolha pela Ser reflete um momento positivo de lucros e uma capacidade de geração de caixa que serve de escudo contra a volatilidade esperada para o ano eleitoral no Brasil.
Ao priorizar liquidez e segurança financeira, o Santander busca empresas que consigam atravessar cenários macroeconômicos instáveis sem comprometer o retorno ao acionista.
Logo atrás da Ser, o ranking do Santander traz a Cogna (COGN3) e a Ânima (ANIM3), ambas com recomendação de compra.
A Cogna é elogiada pela sua forte execução e pela blindagem da sua unidade de educação básica, que está menos exposta a mudanças regulatórias do que o ensino superior.
Com preço-alvo de R$ 4,70, a companhia é vista como uma opção de alta liquidez e geração de caixa positivo.
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A Ânima, com preço-alvo de R$ 5,50, completa o pódio das apostas do banco. A tese aqui é baseada em um valuation extremamente atrativo e, novamente, na robustez da geração de caixa.
Para o Santander, essas três empresas formam o grupo de elite que deve liderar os ganhos do setor educacional em 2026.
Na outra ponta da tabela, o Santander adotou uma postura mais cautelosa. A Vitru (VTRU3) foi rebaixada para neutra, principalmente devido à sua baixa liquidez.
Em anos de volatilidade política, ativos com pouca movimentação no mercado tendem a sofrer mais com oscilações bruscas, o que afasta o apetite do banco no momento.
Já a Cruzeiro do Sul (CSED3) recebeu a nota mais baixa do ranking, a de underperform (venda). Apesar de reconhecer a qualidade da gestão da companhia, o Santander ressalta que o potencial de valorização é limitado.
📊 O motivo decisivo foi o rendimento de fluxo de caixa livre, que é o menor entre todos os pares analisados, tornando a relação risco-retorno desfavorável frente às demais opções do setor.
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