S&P vira a chave para negativa e pressiona Cosan (CSAN3) após crise na Raízen (RAIZ4)

A agência de rating mudou perspectiva da Cosan para negativa e manteve BB após rebaixar Raízen para CCC+ com viés negativo.

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Publicado em 12/02/2026 às 17:21h - Atualizado Agora Publicado em 12/02/2026 às 17:21h Atualizado Agora por Matheus Silva
A Raízen enfrenta um quadro de alavancagem elevada (Imagem: Shutterstock)
A Raízen enfrenta um quadro de alavancagem elevada (Imagem: Shutterstock)
🚨 A S&P Global Ratings revisou a perspectiva da Cosan (CSAN3) de estável para negativa, mantendo o rating ‘BB’. A mudança reflete os riscos associados à possível reestruturação da dívida da Raízen (RAIZ4), joint venture da Cosan com a Shell.
No início da semana, a agência rebaixou o rating da Raízen para ‘CCC+’ e colocou a classificação em observação com implicações negativas, elevando a probabilidade de um movimento de reestruturação financeira. 
A decisão ocorreu após a companhia contratar assessores financeiros e jurídicos para avaliar alternativas de otimização de capital e liquidez.
Segundo a S&P, embora não haja expectativa de aceleração imediata de vencimentos cruzados ou impacto direto de caixa na Cosan, o processo pode gerar efeitos indiretos relevantes.
“Riscos relacionados à reestruturação da dívida da joint venture podem surgir, potencialmente enfraquecendo a flexibilidade financeira da Cosan”, destacou a agência.

Risco é mais de percepção

A perspectiva negativa incorpora, sobretudo, as incertezas sobre o novo desenho de capital da Raízen e os possíveis reflexos na confiança do mercado em relação à holding.
A S&P também apontou preocupação com padrões de governança considerados mais frágeis na Raízen, citando políticas pouco claras no processo atual.
Ainda assim, a agência pondera que os impactos imediatos sobre a Cosan tendem a ser limitados, ao menos neste momento. 
O risco maior está no efeito reputacional e na eventual necessidade de suporte futuro, dependendo do desfecho da reestruturação.

Endividamento elevado pressiona a Raízen

A Raízen enfrenta um quadro de alavancagem elevada. No segundo trimestre da safra 2025/26, a dívida líquida atingiu R$ 53,4 bilhões, salto de 48,8% na comparação anual.
Diante do cenário, a companhia contratou a Rothschild & Co como assessora financeira e os escritórios Pinheiro Neto e Cleary Gottlieb como assessores legais para avaliar alternativas estratégicas.
📊 A administração informou que as análises estão em estágio preliminar e exploratório, seguindo práticas de governança e mercado.

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