Quem é a cientista brasileira que fez tetraplégicos voltarem a andar?

Em 2023, a descoberta gerou R$ 3 milhões em royalties, o maior valor já registrado pela UFRJ.

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Publicado em 19/02/2026 às 15:33h - Atualizado Agora Publicado em 19/02/2026 às 15:33h Atualizado Agora por Elanny Vlaxio
Ela tornou-se professora da universidade aos 27 anos (Imagem: Divulgação)
Ela tornou-se professora da universidade aos 27 anos (Imagem: Divulgação)
👩‍🔬 Após quase três décadas dedicadas à ciência, a cientista brasileira Tatiana Sampaio liderou o desenvolvimento da polilaminina, uma substância criada para estimular a reconexão de neurônios danificados na medula espinhal. O avanço é considerado um dos mais promissores da medicina brasileira nas últimas décadas.
Nos primeiros testes em humanos, os resultados foram vistos como animadores pela comunidade científica. Pacientes com lesões severas, inclusive casos de tetraplegia, apresentaram recuperação de sensibilidade e retomada de movimentos antes considerados improváveis dentro dos limites da medicina tradicional.
O tratamento, entretanto, ainda é experimental e precisa cumprir etapas regulatórias antes de chegar ao uso em larga escala. Em janeiro de 2026, a pesquisa avançou de forma decisiva, já que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou oficialmente o início do estudo clínico para avaliar a segurança do medicamento. 
Nesta fase, cinco voluntários recebem a proteína diretamente na área lesionada, com a finalidade de estimular a criação de novos “circuitos” nervosos. Além do potencial humanitário, o projeto também marcou a história acadêmica. 
Em 2023, a descoberta gerou R$ 3 milhões em royalties, o maior valor já registrado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), divididos entre os pesquisadores e a instituição. 

O primeiro paciente 

Bruno Drummond de Freitas foi apontado como o primeiro paciente do mundo a receber a substância em um quadro de lesão medular aguda. Ele sofreu um grave acidente de carro em abril de 2018, que resultou em fraturas na coluna vertebral nas regiões C6 e T8. A lesão medular em C6 foi classificada como completa, com diagnóstico inicial de tetraplegia.
🔎 Menos de 24 horas após o trauma, Bruno passou por cirurgia e recebeu a aplicação da polilaminina. Com isso, tornou-se o primeiro ser humano a utilizar a substância em um contexto de lesão medular aguda.

Quem é Tatiana Sampaio

A bióloga Tatiana Sampaio construiu toda a sua formação acadêmica na UFRJ, onde concluiu mestrado e doutorado. Ao longo da trajetória, também acumulou experiências internacionais nos Estados Unidos e na Alemanha. Tornou-se professora da universidade aos 27 anos.
🔬 Atualmente, sua atuação extrapola o ambiente acadêmico. Na pesquisa animal, desenvolve estudos com cães para tratar lesões crônicas. No campo empresarial, é sócia e consultora da Cellen, empresa dedicada a células-tronco veterinárias.
 
 
 
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