Quem colocou dinheiro nos CDBs do Banco Master ainda pena no FGC em 2026; entenda

Inspeção urgente no Banco Central para tratar do tema pode atrasar ainda mais a devolução da grana aos investidores.

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Publicado em 06/01/2026 às 15:40h - Atualizado 11 horas atrás Publicado em 06/01/2026 às 15:40h Atualizado 11 horas atrás por Lucas Simões
Dinheiro aplicado em CDBs do Banco Master pode render menos que a poupança. (Imagem: Divulgação)
Dinheiro aplicado em CDBs do Banco Master pode render menos que a poupança. (Imagem: Divulgação)
Quem emprestou dinheiro ao Banco Master, conhecido pelos seus CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) com taxas de remuneração bem acima do mercado, agora luta contra o tempo, pois quanto mais tempo o patrimônio permanece parado em 2026, maior será a perda pelo custo de oportunidade quando finalmente o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) efetuar a devolução.
Nesta semana, um novo capítulo dessa novela surgiu, visto que o Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um documento pedindo uma inspeção urgente no Banco Central para entender as causas que justificaram a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Tais pendências jurídicas e burocráticas afetam os investidores de renda fixa que confiaram no Banco Master, pois até se cogita a suspensão da liquidação da instituição financeira. Nesse cenário, não seria o FGC o responsável por honrar os investidores, e sim o próprio Banco Master.
Caso mantida a liquidação do Banco Master, continuam os quase 60 dias em que a grana aplicada nos CDBs deixou de render. Portanto, aquela atrativa rentabilidade de 120% do CDI não é mais a realidade.
Se o FGC devolver a grana aos investidores em fevereiro de 2026, a remuneração real caiu para pouco mais de 100% do CDI, o que praticamente o Tesouro Selic, com liquidez diária, já é capaz de oferecer sem nenhum tipo de dor de cabeça e sem deixar de aproveitar a atual taxa Selic em 15% ao ano nem por um segundo.
Inclusive, os CDBs do Banco Master podem perder até para os ganhos da velha caderneta de poupança, caso a liberação do FGC só ocorra em abril de 2026, o que acarretaria em uma rentabilidade próxima de 78% do CDI, lembrando que a poupança é isenta da cobrança de imposto de renda, diferente dos CDBs.

CDB não é tudo igual

Todos os CDBs oferecidos em bancos e corretoras de valores são cobertos pelo FGC, o que dá a sensação ao investidor de que o risco de crédito é igual: se na pior das hipóteses a instituição financeira falir, o FGC resgatará todo mundo até o limite de R$ 250 mil.
Só que o caso do Banco Master justamente expõe o quanto de dinheiro o investidor pode deixar na mesa pelo chamado custo de oportunidade. Afinal de contas, CDBs emitidos por outras instituições financeiras bem mais seguras não deixaram seus investidores na mão e seguem aproveitando o CDI nas alturas, beirando os 15% ao ano.
O Investidor10 já apurou que os CDBs emitidos pelo Banco Daycoval são um dos queridinhos pelos profissionais do mercado financeiro, já que dá para ganhar um pouco acima do que o Tesouro Direto oferece, mas sem um risco de crédito elevado que beire o acionamento do FGC.
Entre as opções mais rentáveis disponíveis em 2026 está o CDB Daycoval Prefixado 14% ao ano, que trava tamanha remuneração até o final de 2028. Dessa maneira, a aplicação inicial de R$ 50 mil no título bancário renderia R$ 74.077,20 até o vencimento, superando a poupança que entregaria R$ 63.476,76 nas mesmas condições.