Queimadas atingem operações de São Martinho (SMTO3) e Raízen (RAIZ4) em SP
Companhias projetam impacto na produção de cana e açúcar, além de aumento dos investimentos.

As queimadas que colocaram o interior de São Paulo em alerta nos últimos dias atingiram em cheio a produção de cana de açúcar. O fogo atingiu, inclusive, unidades de empresas listadas na B3, como São Martinho (SMTO3) e Raízen (RAIZ4).
🔥 A Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) estima um prejuízo de R$ 350 milhões e uma redução de 50% na produtividade devido às queimadas. Isso porque o foco teria afetado 59 mil hectares em áreas produtoras de cana de açúcar.
Com isso, os contratos futuros de açúcar subiram mais de 3,5% em Nova York nesta segunda-feira (26). A Orplana também alerta para "impactos diretos" nos preços do etanol.
São Martinho
Só a São Martinho mapeou 20 mil hectares de cana-de-açúcar atingidos pelos incêndios entre quinta-feira (22) e domingo (25).
De acordo com a companhia, o fogo foi combatido por suas brigadas de incêndio, sem deixar vítimas ou impactos em outros ativos. Contudo, vai afetar a produção de açúcar.
📉 "Estima-se uma redução de 110 mil tons de açúcar, compensada por um aumento proporcional na produção de etanol", comunicou a empresa, nesta segunda-feira (26).
A companhia explicou que "a cana-de-açúcar atingida será processada nos próximos dias sem impactos significativos no ATR (Açúcar Total Recuperável) em relação ao Guidance de Produção para Safra 2024/20251, mas com redução na eficiência industrial na conversão em açúcar".
A São Martinho decidiu, então, realizar R$ 70 milhões em investimentos complementares em tratos culturais para "preservar a produtividade nas safras seguintes". Até então, o capex total previsto para a safra 2024/2025 era de R$ 2,5 bilhões.
Leia também: Queimadas causam prejuízo bilionário e alertam governo de SP
Raízen
Já a Raízen disse que as queimadas "afetaram parte dos canaviais operados pela companhia, bem como de alguns fornecedores de cana-de-açúcar".
A companhia estima um impacto total de 1,8 milhão de toneladas de cana própria e de fornecedores. É o equivalente a 2% da produção mínima prevista para a safra 2024/2025.
"De forma a mitigar os efeitos adversos, a Companhia está priorizando a moagem da cana-de-açúcar afetada. Com essa medida, esperamos que as perdas e impactos em nossos resultados sejam imateriais", acrescentou.
O fogo já foi controlado nas áreas da companhia. Por isso, a operação da usina Santa Elisa, que fica na cidade de Sertãozinho e teria sido paralisada no fim de semana, já teria retomado a produção.
Em comunicado, a Raízen acrescentou que não faz uso da queima de cana como um método de colheita, pois suas as operações são 100% mecanizadas.

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