BofA revela suas 3 ações favoritas para lucrar com o agronegócio em 2026
Segundo os analistas do Bank of America, o setor registrou um retorno 17 pontos percentuais abaixo do Ibovespa em 2025.
Após 25 anos de negociação, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode enfim estar prestes a sair do papel.
Isso porque a União Europeia deu aval ao tratado, que cria a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de consumidores.
O acordo precisava do apoio de ao menos 15 dos 27 Estados-membro do bloco e obteve essa maioria qualificada nesta sexta-feira (9), apesar da resistência da França e dos protestos de agricultores europeus.
Com essa aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve assinar o acordo já na próxima segunda-feira (12), no Paraguai, que está na presidência rotativa do Mercosul.
O tratado, no entanto, ainda precisará ser analisado pelo Parlamento Europeu e pelos Congressos dos países fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) para entrar em vigor.
Esse rito ainda deve levar algumas semanas ou meses. Ainda assim, o mercado já faz as contas de quais setores ou empresas devem ganhar ou perder neste novo cenário.
💲 Afinal, com o acordo, Mercosul e União Europeia devem reduzir ou eliminar suas tarifas de importação e exportação de forma gradual nos próximos anos, o que deve facilitar o comércio entre os blocos.
Além disso, o texto prevê regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
"O acordo favorece o Brasil principalmente ao ampliar o acesso ao mercado europeu, um dos maiores e mais sofisticados do mundo, com redução relevante de tarifas para produtos brasileiros. Isso aumenta a competitividade das exportações, estimula investimentos estrangeiros e ajuda o país a diversificar parceiros comerciais", comentou o head de Renda Variável da AVIN, Gustavo Gomes.
🌱 O agronegócio brasileiro é apontado como o grande beneficiado do acordo Mercosul-União Europeia.
Afinal, os europeus já estão entre os principais compradores das carnes, do café e da celulose brasileira e esses produtos vão ficar ainda mais baratos no Velho Continente com a redução das tarifas comerciais.
Analistas também veem espaço para maiores vender de açúcar, etanol e grãos, como soja, além de benefícios para o setor de mineração e siderurgia.
Por isso, quando olham para as empresas listadas na B3, dizem que nomes como JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3), MBRF (MBRF3), SLC Agrícola (SLCE3), BrasilAgro (AGRO3), Suzano (SUZB3), Raízen (RAIZ4) e São Martinho (SMTO3) podem se beneficiar.
🚚 Caso isso se confirme, as companhias que fazem o transporte dessas mercadorias também devem sentir um aumento de demanda. É o caso de empresas como EcoRodovias (ECOR3), Rumo (RAIL3) e Motiva (MOTV3), a antiga CCR.
"Em anos em que o agronegócio e a mineração vão bem, quem faz a infraestrutura também se beneficia. Dá para imaginar que também vai ter uma demanda maior", explicou o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz.
"A previsibilidade regulatória ainda tende a abrir investimentos estratégicos para setores como infraestrutura, logística e serviços", acrescentou especialista em renda variável da Davos Investimentos, Marcelo Boragini.
O especialista também vê oportunidades para empresas de serviços como engenharia, tecnologia e finanças, como bancos com atuação em câmbio.
O acordo Mercosul-União Europeia, no entanto, também pode representar um peso para certas empresas brasileiras.
Os maiores impactos são esperados nos setores em que os europeus são referência, como vinhos, espumantes, farmacêuticos e laticínios.
🏭 Contudo, a indústria também está em alerta, principalmente nos setores de máquinas e equipamentos, automóveis, têxtil e vestuário, metalurgia e indústria química.
"A indústria europeia é mais produtiva e mais tecnológica nessas áreas. E, com tarifas menores, esses produtos tendem a entrar no Brasil com preços mais competitivos, pressionando a indústria nacional", explicou Boragini.
Diante disso, Cruz recomenda ficar de olho sobretudo na Weg (WEGE3), nas farmacêuticas e nas empresas de vestuário.
"Grandes empresas de moda são europeias e passarão a ter um preço mais competitivo aqui. Então, é possível que mais marcas europeias desembarquem no Brasil", comentou.
A XP, por outro lado, destacou que, "apesar do avanço, o tratado continua enfrentando resistências internas, sobretudo ligadas ao setor agrícola europeu".
Segundo os analistas do Bank of America, o setor registrou um retorno 17 pontos percentuais abaixo do Ibovespa em 2025.
Saiba qual frigorífico, entre JBS (JBSS32), MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3), dribla os chineses.
O empresário disse que a atuação de Lula nos últimos três anos tem sido um diferencial para o agronegócio brasileiro.
Segundo a empresa, a produção será realocada para outras instalações.
Visita ocorreu após telefonema entre Venezuela e EUA e teria apoio indireto da Casa Branca.
Frigorífico brasileiro põe no mercado negócio que processará mais de 20 milhões em couros por ano.
A expectativa é de que o negócio seja finalizado antes do término deste ano.
Maior empresa de proteína animal do mundo segue com demanda forte, mas enfrenta desafios cíclicos do agronegócio.
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