BBA corta lucro do Banco do Brasil (BBAS3) para R$ 21 bi e aponta risco de queda
Para os analistas, a valorização recente não está ancorada nos fundamentos da instituição, mas sim no forte fluxo de capital estrangeiro.
Em meio a um aumento de inadimplência no agronegócio, o Banco do Brasil (BBAS3) desacelerou os recursos para o Plano Safra 2024/2025. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (3), a estatal afirmou que os desembolsos para empréstimos na próxima temporada serão de R$ 230 bilhões.
No ano passado, o BB havia separado o maior volume da história para o Plano Safra, quando divulgou um total de R$ 260 bilhões. Desta vez, reduziu o volume em mais de 10%, conforme dados da própria companhia.
O montante separado para a próxima safra foi separado da seguinte forma:
"O Banco manteve a liderança nos financiamentos para a agricultura familiar e empresarial, registrando crescimento em todos os programas do Plano Safra do Governo Federal", afirmou a presidente do BB, Tarciana Medeiros, no comunicado.
A decisão de recuar com os recursos destinados ao Safra acontece no momento em que o agronegócio apresenta uma forte inadimplência no mercado de crédito. Segundo dados da Serasa Experian, a falta de pagamento do produtor rural pessoa física, por exemplo, atingiu a marca de 7,9% no primeiro trimestre do ano.
A maior parte deste inadimplência se situa no estado do Amapá, onde 2 em cada 10 produtores deixaram de pagar suas dívidas sem pagar há mais de 180 dias. Já o Rio Grande do Sul ostenta a menor taxa do país, com apenas 4,8% dos produtores com contas em aberto.
O Plano Safra é um programa do governo federal que facilita o financiamento do agronegócio no período de colheita. Com eles, os bancos oferecem linhas de crédito mais econômicas, o que facilita o custeio da cadeia produtiva brasileira.
A edição 2025/2026 foi lançada nesta semana, quando o governo Lula anunciou a destinação de R$ 516,2 bilhões para o programa. O montante representa R$ 8 bilhões a mais que o disponibilizado no ano passado, portanto, se torna o maior da história.
“O grande sucesso não é só o aumento da capacidade produtiva ou o aumento da quantidade de mercados que nós conseguimos. O grande sucesso é o aprendizado de que a gente cuidar de fazer a preservação adequada e necessária ao país, a gente cuidar de preservar os nossos rios e nossos mananciais, de preservar as nossas nascentes, a gente começar a cuidar de recuperar terra degradada, a gente vai percebendo com o tempo que a gente está produzindo mais em menos hectares”, destacou Lula, durante o lançamento.
Ao mesmo tempo em que os recursos destinados ao programa são recorde, a taxa de juros definida para a concessão dos empréstimos também alcançou o maior patamar. Isso porque o governo federal decidiu subir em até 2 pontos percentuais, de 11,5% para 13,5% ao ano.
A decisão recebeu críticas de parte do agronegócio que vê preocupação com a escalada dos juros do programa. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota comentando a decisão.
“Com juros próximos da taxa Selic atual [de 15%], o crédito rural se torna praticamente inacessível para a maioria dos produtores, sobretudo em um momento de elevado endividamento no campo”, diz. “Na prática, temos menos dinheiro disponível para contratar”, alerta a entidade.
Para os analistas, a valorização recente não está ancorada nos fundamentos da instituição, mas sim no forte fluxo de capital estrangeiro.
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Segundo o BB, a iniciativa faz parte de medidas prudenciais adotadas desde 2025 para fortalecer os índices de capital.
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