PIB do Brasil e payroll dos EUA lideram agenda que pode mexer com juros e Bolsa

No cenário doméstico, o principal destaque será o PIB do quarto trimestre de 2025, que será divulgado na terça-feira (3).

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Publicado em 01/03/2026 às 15:21h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 01/03/2026 às 15:21h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
Nos Estados Unidos, o principal evento será o payroll de sexta-feira (6) (Imagem: Shutterstock)
Nos Estados Unidos, o principal evento será o payroll de sexta-feira (6) (Imagem: Shutterstock)
📆 A primeira semana de março, entre os dias 2 e 6, concentra indicadores relevantes no Brasil e no exterior, com potencial para impactar expectativas sobre juros, câmbio e Bolsa.
O principal destaque doméstico será o PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre de 2025, divulgado na terça-feira (3), às 9h. O dado encerra o desempenho da economia no ano passado e deve influenciar as projeções para a política monetária do Banco Central do Brasil.
No mesmo dia, às 11h, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) trará o saldo de vagas formais, ampliando o diagnóstico sobre o ritmo da atividade econômica.
Na quinta-feira (5), a taxa de desemprego ganha destaque, ao lado da balança comercial, que ajuda a medir o dinamismo do setor externo.
Já a sexta-feira (6) reúne um bloco importante de indicadores: IGP-DI, produção industrial e dados do setor automotivo, oferecendo um panorama mais amplo do início de 2026.

EUA: payroll e Livro Bege no radar

Nos Estados Unidos, o principal evento será o payroll de sexta-feira (6), relatório oficial de emprego divulgado pelo Bureau of Labor Statistics. 
O indicador é considerado crucial para calibrar as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Antes disso, o mercado acompanha:
  • ADP (quarta-feira), prévia do mercado de trabalho privado;
  • Livro Bege do Fed (quarta-feira), que traz uma avaliação qualitativa da economia americana;
  • Dados semanais de seguro-desemprego (quinta-feira);
  • PMI industrial e de serviços ao longo da semana.
Os números podem influenciar o fluxo de capitais para mercados emergentes, como o Brasil, especialmente em um ambiente de maior sensibilidade às expectativas de juros nos EUA.

Zona do Euro: PIB e discursos do BCE

Na Europa, a agenda inclui o PIB da Zona do Euro na sexta-feira (6) e discursos de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, ao longo da semana.
Também estão previstos dados de inflação (IPC), desemprego e PMIs, que ajudam a medir o ritmo da atividade no bloco.

Ásia e China

A semana também traz indicadores relevantes na Ásia:
  • Japão divulga produção industrial e inflação de Tóquio;
  • China publica PMIs industriais e de serviços, além das reservas cambiais.

Semana tende a testar expectativas

Com crescimento econômico e mercado de trabalho no centro da agenda, os próximos dias devem funcionar como termômetro para as expectativas de atividade e política monetária.
No Brasil, o PIB e os dados de emprego podem reforçar ou suavizar projeções sobre a trajetória da Selic
📊 Nos EUA, o payroll e o Livro Bege serão determinantes para ajustar apostas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve e, consequentemente, para o humor global dos investidores.