Petrobras rompe R$ 700 bilhões pela primeira vez na história; veja o motivo
Nesta sexta-feira (2), a petroleira superou R$ 700 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez, e o motivo do salto não foi o petróleo.
A Petrobras (PETR4) tem caixa suficiente para honrar seus compromissos e o plano de investimentos estabelecido para este ano de 2024. A avaliação é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pode abrir caminho para o pagamento de dividendos extraordinários.
⛽ Haddad foi questionado sobre os dividendos da Petrobras em entrevista concedida à "Globo News" nesta segunda-feira (15). Ele não confirmou se os proventos serão distribuídos aos acionistas, mas ressaltou que o entendimento do Tesouro Nacional é de que não há problema entre o plano de investimentos e o caixa da estatal.
"O caixa da empresa sustenta o plano de investimentos", disse o ministro, que anteriormente já havia condicionado a distribuição dos dividendos extraordinários à segurança de que a Petrobras tem recursos suficientes para bancar os investimentos que, na avaliação do governo, são fundamentais para avançar com a transição energética e criar empregos no país.
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O governo federal barrou a distribuição de R$ 43,9 bilhões de dividendos extraordinários relativos ao lucro de 2023, mesmo com o presidente da companhia, Jean Paul Prates, defendendo a distribuição de metade desse valor. Essa proposta, no entanto, está sendo revista pelo Executivo.
Haddad disse nesta segunda-feira (15) que o governo está "mais bem informado" sobre o assunto atualmente, pois recebeu novos dados da Petrobras, que podem inclusive influenciar a decisão sobre os dividendos.
Haddad disse ainda que é competência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definir o presidente da Petrobras. Segundo ele, "a pior coisa que um ministro pode fazer é querer solapar ou favorecer, por simpatia pessoal, alguém no cargo".
O ministro da Fazenda disse, então, que apenas levou dados técnicos ao presidente Lula durante a recente discussão sobre a possível mudança do comando da Petrobras. O tema veio à tona depois de críticas do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao CEO da estatal, Jean Paul Prates.
Nesta sexta-feira (2), a petroleira superou R$ 700 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez, e o motivo do salto não foi o petróleo.
O achado foi realizado no poço Morpho, em águas ultraprofundas da costa do Amapá.
Nesta quinta-feira (1º), a estatal elevou em 11,8% o preço do QAV, que já acumulou alta superior a 25% em apenas dois meses.
Ministério Público Federal pede paralisação imediata dos trabalhos de perfuração na região.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não encontrou provas suficientes para favorecer a estatal.
Pelo acordo, a Petrobras comprará 0,8 milhão de toneladas por ano de GNL.
O petróleo tipo Brent já flerta os US$ 106 por barril e favorece as petroleiras brasileiras.
O repasse contempla as operações realizadas pela estatal entre os dias 16 e 31 de julho de 2026.
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