Oi (OIBR3) recebe apenas uma oferta pela UPI V.tal, abaixo do preço mínimo; audiência é suspensa
A audiência ocorreu no contexto do processo competitivo para a venda da participação detida pela companhia.
A assembleia geral de credores da Oi (OIBR3) foi suspensa por cerca de 11 horas nesta segunda-feira (25), para que a companhia tente chegar a um acordo com os seus credores sobre o seu plano de recuperação judicial.
📞 A assembleia foi convocada originalmente para o dia 5 de março, mas acabou sendo adiada por 20 dias para que as negociações avançassem. Quando foi retomada às 11h desta segunda-feira (25), a Oi anunciou uma nova versão do seu plano de recuperação judicial.
Em fato relevante, a Oi disse que o plano atualizado é "resultado da continuidade das extensas negociações, mantidas entre a Companhia e seus principais credores e outros stakeholders, melhorias e contribuições de credores, em relação à versão anteriormente apresentada".
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Na assembleia, o presidente da Oi, Mateus Bandeira, acrescentou que a companhia vinha negociando diariamente com seus credores para tentar "colocar em deliberação um plano viável, que assegure de forma sustentável a continuidade de suas operações no longo prazo".
Bandeira, no entanto, pediu a suspensão da assembleia por três horas esclarecer dúvidas sobre os novos termos do plano e acertar os últimos pontos do documento com os credores. Às 14h30, a assembleia foi suspensa por mais duas horas, desta vez a pedido dos credores, para que as negociações continuassem.
Depois disso, no entanto, a assembleia foi adiada mais três vezes, até a publicação desta reportagem. Das 16h30, para as 17h30, 19h30 e 23h.
Na última prorrogação, a Oi disse que alcançou bons termos de negociação com ao menos três grupos de credores: fornecedores, satélites e torres. Contudo, admitiu ainda estar em negociação com os credores financeiros. Por isso, pediu uma nova suspensão de três horas.
Alguns credores da companhia reclamaram e pediram que a assembleia fosse remarcada para outro dia. A administração judicial, no entanto, decidiu acatar o pedido da Oi, alegando que a negociação é "extremamente complexa", mas tem avançado nas últimas horas.
Agora, a administração judicial acompanha as duas salas de negociação montadas entre a Oi e os credores. A expectativa é de que um acordo seja construído até as 23h para que o plano de recuperação judicial da companhia seja colocado em deliberação.
💰 O plano de recuperação judicial da Oi prevê, entre outras coisas, o financiamento de até US$ 650 milhões para o pagamento de dívidas, além da venda de ativos avaliados em mais de R$ 15 bilhões. Com isso, a companhia esperava reduzir a sua dívida em até 75%.
A companhia oferece a opção de pagamento integral para os titulares de créditos no valor de até R$ 5 mil em um prazo de 30 dias, contados a partir da homologação do plano de recuperação judicial. O prazo de pagamento para os demais credores, no entanto, varia e pode durar até 2050, segundo a atual versão do plano.
A Oi pediu recuperação judicial em maio de 2023 com uma dívida de R$ 44,3 bilhões. O pedido foi apresentado seis meses depois de a companhia encerrar o primeiro processo de recuperação judicial, que teve início em 2016 e se arrastou até dezembro de 2022, com o intuito de reestruturar uma dívida de aproximadamente R$ 64 bilhões.
A audiência ocorreu no contexto do processo competitivo para a venda da participação detida pela companhia.
A empresa destinou um total de R$ 140 milhões para quitar os créditos vencedores do leilão.
Entre as medidas determinadas está o arresto de todo crédito extraconcursal e concursal.
A Oi sustenta que os acionistas teriam exercido controle ou influência de forma abusiva, priorizando interesses próprios.
Valendo centavos, as ações ordinárias da Oi deixaram de ter uma negociação contínua na B3.
A Justiça Federal antecipou a decretação de falência da Serede.
A direção da tele permanece afastada, e a gestão integral fica sob comando judicial.
O compromisso entre Oi e Anatel contemplava a liberação de depósitos referentes a uma ação judicial ligada ao Fust.
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