Mais de 4 mil empresas pedem recuperação judicial em 2023
Desde 2005, esse é o quarto índice mais alto de pedidos já registrado pela Serasa Experian

😰 O número de empresas brasileiras em processo de recuperação judicial alcançou os 4.045 ao final de 2023. O resultado representa um recorde no volume de pedidos, considerando que ao longo do ano passado foram feitos 1.405 pedidos, aumento de quase 70% em comparação com 2022.
Desde 2005, esse é o quarto índice mais alto de pedidos já registrado pela Serasa Experian. As micro e pequenas empresas lideram o ranking, com 939 buscando por reestruturação, enquanto 135 grandes companhias recorreram ao Judiciário.
O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, destaca que o aumento surpreendente está vinculado ao crescimento da inadimplência, que também atingiu recorde histórico no último ano. Em outubro, o número foi de 6,6 milhões de empresas com dívidas somadas de R$ 124,6 bilhões.
“A inflação e os juros altos são os principais fatores econômicos por trás deste cenário”, destacou Rabi. “Por isso, consideramos o momento atual, de baixa da inflação, o mais favorável para a busca de soluções que melhorem a saúde financeira do brasileiro”, complementou, saudando o Programa Desenrola que será apresentado pelo Governo Federal.
Atualmente, duas a cada mil empresas em atividade estão em processo de recuperação judicial. Os setores mais afetados são o cultivo de cana-de-açúcar, fabricação de laticínios, transporte rodoviário coletivo de passageiros, fabricação de máquinas e equipamentos para agricultura e pecuária e construção de rodovias e ferrovias.
Os altos índices de recuperação judicial são atribuídos, em grande parte, à alta taxa de juros, que levou muitas empresas a se alavancarem durante períodos de taxas mais baixas. As empresas estão agora estranguladas com o custo da dívida, e a falta de margem para negociação dificulta a resolução dos problemas financeiros.
Especialistas indicam que esse aumento em 2023 é resultado, em parte, de uma demanda reprimida da pandemia da COVID-19. Muitas companhias renegociaram prazos durante a pandemia, mas a questão fundamental do alto endividamento persiste. A tendência de alta nos pedidos de recuperação judicial deve se manter, pelo menos, durante o primeiro semestre de 2024, apesar dos sinais de melhoria na economia, como a queda da inflação e das taxas de juros.

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