Maioria dos brasileiros é contra exploração da Foz do Amazonas, diz Datafolha
Segundo o Datafolha, 61% dos brasileiros querem que Lula barre o plano da Petrobras (PETR4).
A maioria dos brasileiros é contra a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Ao menos é o indica uma pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (13) pela "Reuters".
📊 De acordo com o levantamento, 61% dos entrevistados acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria proibir a extração de petróleo na região.
Lula, no entanto, é um dos principais defensores do projeto, apresentado pela Petrobras (PETR4). Tanto que já criticou a demora no processo de licenciamento ambiental do Ibama.
A organização de responsabilidade corporativa Ekō, que encomendou a pesquisa ao Datafolha, indicou que esse impasse pode ser um desafio para Lula, que pretende concorrer à reeleição em 2026.
"Os próximos meses serão decisivos para o legado de Lula. A maioria dos eleitores brasileiros quer que ele proteja a natureza e o clima", disse a coordenadora de campanhas da Ekō, Vanessa Lemos, em nota enviada à "Reuters".
A pesquisa ouviu 2.005 brasileiros entre os dias 8 e 9 de setembro e mostrou que 77% deles concordam com a meta do governo Lula de acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.
No entanto, só 17% dos entrevistados acham que o governo vai cumprir esse objetivo e 81% acreditam que o governo deveria fazer mais para proteger as comunidades marginalizadas das mudanças climáticas.
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Petrobras à espera do Ibama
⛽ A Foz do Amazonas faz parte da Margem Equatorial, área que é considerada a próxima fronteira de exploração de petróleo do Brasil.
Por isso, a Petrobras pretende perfurar poços para comprovar a existência de petróleo na região e, assim, avaliar as possibilidades de extração. A estatal, contudo, ainda aguarda a autorização do Ibama para avançar com o projeto.
O Ibama já rejeitou algumas vezes o plano de exploração da Foz do Amazonas da Petrobras, mas em setembro indicou que poderia liberar a licença.
O órgão ambiental aprovou o simulado de resposta a emergência realizado pela companhia, que seria a última etapa do processo de licenciamento ambiental. Contudo, pediu alguns ajustes ao plano de proteção à fauna apresentado pela estatal para emitir a licença.
A expectativa da Petrobras era de isso ocorresse em breve, mas o MPF (Ministério Público Federal) recomendou na última quarta-feira (7) que o Ibama interrompesse esse processo.
O MPF quer que o Ibama não conceda a licença de exploração da região até que a estatal faça um novo simulado de resposta a emergência, para evitar "riscos excessivos ao meio ambiente".
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