IRB (IRBR3) autoriza recompra de até 5% das ações em circulação
De acordo com o comunicado, o IRB poderá recomprar até 4,09 milhões de ações ordinárias, volume que representa 5% do total de papéis em circulação.
📊 A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) finalizou a investigação principal sobre o escândalo de fraude contábil envolvendo o IRB (IRBR3), resultando na acusação de 11 ex-diretores e conselheiros da empresa, de acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo.
Entre os acusados está Ivan Monteiro, ex-CEO da Petrobras (PETR4) e atual diretor-presidente da Eletrobras (ELET6), que ocupou a presidência do Conselho de Administração do IRB até 2020.
Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Bolsonaro, também figura entre os nomes envolvidos.
Além deles, outros executivos de peso, como Fernando Passos, ex-diretor financeiro do IRB, José Carlos Cardoso, ex-presidente da companhia, e Werner Suffert, ex-vice-presidente executivo de Relações com Investidores, foram citados no processo.
A lista ainda inclui ex-conselheiros como Alexsadro Broedel Lopes, Marcos Bastos Rocha, Maria Elena Bidino, Roberto Dagnoni e Vinicius Albernaz.
O processo se intensificou no início deste mês, quando a CVM enviou a acusação formal à Gerência de Controle de Processos Sancionadores (GCP), que começou a citar os envolvidos.
📉 O caso remonta a fevereiro de 2020, quando a gestora Squadra Investimentos levantou suspeitas sobre a transparência dos resultados financeiros do IRB, apontando possíveis práticas contábeis irregulares que teriam inflado os lucros da empresa artificialmente.
Essas práticas duvidosas começaram a chamar ainda mais atenção após rumores, posteriormente desmentidos, de que a Berkshire Hathaway, empresa do bilionário Warren Buffett, havia adquirido ações do IRB.
A desconfiança em torno da governança corporativa da empresa foi confirmada em março do mesmo ano, quando a Berkshire Hathaway negou publicamente qualquer envolvimento com o IRB, provocando uma queda abrupta no valor das ações e gerando uma crise de confiança no mercado.
O escândalo levou à renúncia de altos executivos do IRB e suscitou uma série de investigações por parte da CVM e do Ministério Público, que buscavam identificar os responsáveis pela divulgação de informações falsas e pelas irregularidades contábeis.
O caso trouxe à tona questões cruciais sobre a governança corporativa no Brasil, evidenciando a necessidade de maior transparência e fiscalização para proteger investidores e assegurar a integridade do mercado financeiro.
De acordo com o comunicado, o IRB poderá recomprar até 4,09 milhões de ações ordinárias, volume que representa 5% do total de papéis em circulação.
Banco espera que a resseguradora distribua 50% do lucro de 2026 aos acionistas.
A sinistralidade recuou para 55,8% em agosto, segundo comunicado da empresa.
De acordo com relatório do Citi, a principal preocupação do mercado está no índice de despesas administrativas, que saltou para 14% em julho.
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A divulgação positiva refletiu diretamente na Bolsa. As ações da companhia subiram 2,38%, encerrando o pregão a R$ 44,66.
A emissão movimentou R$ 33,7 milhões e promete aproximar de vez o mercado de seguros e o mercado de capitais.
No trimestre, os prêmios emitidos alcançaram R$ 1,247 bilhão, queda de 13,3% em um ano.
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