Ibovespa cai e dólar atinge maior nível desde a pandemia de covid-19
O Ibovespa perdeu os 129 mil pontos e o dólar atingiu R$ 5,869 nesta sexta-feira (1º).

Novembro começou amargo na bolsa brasileira, com o Ibovespa recuando para os 128 mil pontos e o dólar atingindo o maior valor desde o início da pandemia de covid-19.
📉 O principal índice da B3 caiu 1,23% e perdeu mais de 1,5 mil pontos nesta sexta-feira (1º). Fechou aos 128.120 pontos, o menor patamar desde 7 de agosto, ou seja, em quase três meses.
Já o dólar saltou 1,53% e terminou o dia negociado por R$ 5,869, perto da máxima do pregão. É o maior valor desde 13 de maio de 2020, quando atingiu R$ 5,90.
✂️ O mau humor se deve sobretudo ao risco fiscal. Os investidores aguardavam notícias sobre o corte de gastos prometido pelo governo federal nesta semana, já que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, havia falado em discutir o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois das eleições municipais. Contudo, nada foi divulgado.
A Fazenda e a Casa Civil já teriam chegado a um acordo sobre as medidas, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Contudo, as ações ainda passam por avaliação jurídica. E Haddad passará toda a próxima semana cumprindo agenda na Europa. Por isso, ainda não se sabe quando o ajuste fiscal será apresentado.
💵 Além disso, as dúvidas sobre as eleições americanas têm fortalecido o dólar. Por todas essas incertezas, o Ibovespa acumulou uma baixa de 1,36% nesta semana. Já o dólar avançou 2,86%, na quinta semana consecutiva de alta frente ao real.
EUA
Já nos Estados Unidos, o mercado reagiu bem ao balanço da Amazon (AMZO34) e reforçou a aposta de que o Fed (Federal Reserve) cortará os juros americanos mais duas vezes neste ano.
O payroll mostrou a criação de apenas 12 mil vagas de trabalho no país em outubro, fortalecendo a percepção de desaceleração da economia americana e de afrouxamento da política monetária.
Por isso, o primeiro pregão de novembro foi de ganhos. Veja o fechamento das bolsas americanas nesta sexta-feira (1º):
- Dow Jones: 0,69%;
- S&P 500: 0,41%;
- Nasdaq: 0,80%.
Baixas
Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e os bancos também não ajudaram o Ibovespa nesta sexta-feira (1º).
As ações preferenciais da Petrobras caíram 1,36%, depois de a companhia negar os rumores que sugeriam um aumento dos dividendos extraordinários.
Já a Vale teve um dia instável e acabou fechando com uma leve queda de 0,05%.
Os principais bancos da B3 também fecharam no vermelho. Destaque para Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), que recuaram 1,81% e 1,47%, respectivamente.
Já a Azul (AZUL4) derreteu 6,51% depois que as agências de classificação de risco Fitch e S&P rebaixaram a nota de crédito da companhia.
Veja outras baixas do dia:
- Vamos (VAMO3): -8,27%;
- Magazine Luiza (MGLU3): -6,34%;
- Hapvida (HAPV3): -5,40%.
Altas
Por outro lado, a Eztec (EZTC3) disparou 6,51% depois de mais do que triplicar o lucro do terceiro trimestre, aprovar R$ 181,5 milhões em dividendos e indicar que pretende voltar a trabalhar com um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 20%.
Já a Weg (WEGE3) ganhou 1,09% com o BTG voltando a recomendar a compra do papel e a Klabin (KLBN11) subiu 0,77% depois que o Goldman Sachs elevou a recomendação, de venda para neutra.
Destaque ainda para a Hypera (HYPE3), que subiu 2,81%, devolvendo parte das perdas sofridas na véspera, quando a EMS desistiu da fusão.
Veja outras altas do dia:
- São Martinho (SMTO3): 5,21%;
- Totvs (TOTS3): 3,72%;
- Raízen (RAIZ4): 1,79%.

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