Haddad cobra responsabilidade fiscal do Congresso e Pacheco reage
O ministro disse que os parlamentares devem ter as mesmas obrigações que o governo ao criar novas despesas públicas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou responsabilidade fiscal do Congresso Nacional. A declaração, no entanto, foi classificada como "injusta" pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
🗣️ Em entrevista à "Folha de S. Paulo", Haddad disse que os parlamentares deveriam seguir as mesmas regras que o governo ao aprovar medidas que impactam as contas públicas. Ou seja, seguir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que determina que o governo indique a fonte de receita de cada nova despesa criada no Orçamento.
"É preciso dizer que o Congresso também tem que respeitar a mesma lei. E que atos que não a respeitem precisam ser suspensos. Se o Parlamento tem as mesmas prerrogativas do Executivo, ele deve ter também as mesmas obrigações", afirmou Haddad.
Leia também: Banco do Brasil (BBAS3): Diretores terão reajuste de 4,62%
Haddad reclamou que o Congresso aprova despesas novas, sem dizer como o governo deve arcar com esse custo, mesmo depois que o Orçamento e a respectiva meta fiscal são definidos. Ele disse ainda que foi por isso que a União recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) da medida que prorroga a desoneração da folha.
"Virou um parlamentarismo que, se der errado, não dissolve o Parlamento, e sim a Presidência da República, e chama o vice. Ninguém quer retirar a prerrogativa de ninguém. Mas não pode um Poder [o Executivo] ficar submetido a regras rígidas, e o outro [o Parlamento], não", declarou.
💲 O ministro indicou ainda que só assim será possível atingir o equilíbrio fiscal: "Se a exigência de equilíbrio fiscal valer só para o Executivo, ele não será alcançado nunca. [...] Se eu baixar a guarda e disser que a meta é de 1% de déficit, ele vai para 2%".
A declaração ocorre dias depois de o governo adiar a meta de superávit primário, despertando uma onda de incertezas sobre a sustentabilidade das contas públicas no mercado; mas também em meio à discussão sobre a desoneração da folha, que foi vetada pelo governo, retomada pelo Congresso e acabou no STF.
Pacheco reage
A entrevista do ministro da Fazenda foi publicada neste sábado (27) pela "Folha de S. Paulo" e já repercutiu entre os parlamentares. Em nota, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, disse que a crítica de Haddad era "desnecessária, para não dizer injusta com o Congresso".
"Uma coisa é ter responsabilidade fiscal, outra bem diferente é exigir do Parlamento adesão integral ao que pensa o Executivo sobre o desenvolvimento do Brasil.", declarou Pacheco, dizendo que "o progresso se assenta na geração de riquezas, tecnologia, crédito, oportunidades e empregos, e não na oneração do empresariado, da produção e da mão de obra".
Pacheco ainda citou a atuação do Congresso em pautas como o teto de gastos, a reforma da Previdência e a modernização de marcos legislativos, além das medidas que têm contribuído com a arrecadação de receitas do governo.

Barsi da Faria Lima faz o alerta: Selic em 2025 subirá a 'patamares esquecidos'
Fundo Verde, liderado por Luis Stuhlberger, já acumula valorização superior a 26.000% desde 1997 e revela estratégia de investimentos para este ano

Renda fixa isenta de IR está entre as captações favoritas das empresas em 2024
Emissão de debêntures e mercado secundário de renda fixa batem recordes entre janeiro e setembro, diz Anbima

3 REITs de data center que podem subir com o plano de Trump, segundo Wall Street
Presidente eleito dos Estados Unidos anuncia US$ 20 bilhões em investimentos para construir novos data centers no país

Quais tipos de renda fixa ganham e perdem com a eleição de Trump?
Renda fixa em dólar pode ganhar mais fôlego com juros futuros em alta. Aqui no Brasil, a preferência é por títulos pós-fixados

Tesouro Direto sobe mais de 1% em apenas 1 dia com agito das eleições nos EUA
Juros compostos caem e preços dos títulos saltam na marcação a mercado aqui no Brasil, com ligeira vantagem de Kamala Harris contra Donald Trump

Poupança renderá mais com Selic a 10,75%? Cuidado com o mico
Rentabilidade da caderneta de poupança pode ficar travada pelos próximos cinco anos

Como investir na renda fixa em 2025 após tarifas de Trump ao Brasil?
Presidente dos EUA impõe alíquota de 10% para produtos brasileiros importados por americanos e analistas comentam possíveis impactos nos investimentos

Brasil recorre à renda fixa em dólar em 2025; veja anúncio do Tesouro Nacional
Meta do governo é ter entre 3% e 7% da sua dívida em títulos de renda fixa em dólar