Guerra no Irã respinga na renda fixa brasileira; taxas saltam e sacodem Tesouro Direto

Investidores cobram maiores juros compostos para emprestar dinheiro em meio às tensões geopolíticas.

Author
Publicado em 02/03/2026 às 14:51h - Atualizado Agora Publicado em 02/03/2026 às 14:51h Atualizado Agora por Lucas Simões
Quando taxas sobem no Tesouro Direto, os títulos públicos perdem valor (Imagem: Shutterstock)
Quando taxas sobem no Tesouro Direto, os títulos públicos perdem valor (Imagem: Shutterstock)
Os investimentos em renda fixa aqui no Brasil também sentiram os efeitos dos conflitos armados no Irã, tanto que as taxas voltaram a subir forte no Tesouro Direto nesta segunda-feira (2), destravando correções negativas na marcação a mercado.
Consequentemente, os títulos públicos com maior prazo de vencimento estão expostos a oscilações mais intensas que mexem diretamente com o patrimônio de quem empresta dinheiro ao governo brasileiro.
Basta acompanhar a trajetória do Tesouro Renda+ 2065, cuja remuneração saltou de IPCA+ 6,78% ao ano no último dia 27 de fevereiro para os atuais IPCA+ 6,83% ao ano. Em compensação, o seu preço unitário oscilou de R$ 204,84 para R$ 200,73, respectivamente. 
Ou seja, durante um único pregão, o Tesouro Renda+ 2065 registrou prejuízo de -2% na marcação a mercado, ao passo que os contratos de juros futuros negociados no ambiente da B3 (B3SA3) também apresentavam altas expressivas e ajudam a entender o porquê de o Ibovespa operar no vermelho hoje.
A disparada das taxas no Tesouro Direto não é um caso isolado no mundo, já que a renda fixa no exterior atrai as atenções dos investidores globais em momentos de incertezas econômicas. 
Prova disso é que os títulos do governo dos Estados Unidos, com vencimento em 10 anos, voltaram a oferecer taxas acima de 4% ao ano. Já o título de renda fixa americano com vencimento em 30 anos pagava juros compostos de 4,70% ao ano, algo que não se via desde janeiro.

Acompanhe a seguir os preços e as rentabilidades dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 2 de março de 2026:

Títulos pré-fixados

  • Tesouro Prefixado 2029 = Aporte mínimo de R$ 7,13 (Rentabilidade: 12,78% ao ano)
  • Tesouro Prefixado 2032 = Aporte mínimo de R$ 4,82 (Rentabilidade: 13,38% ao ano)
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 = Aporte mínimo de R$ 8,27 (Rentabilidade: 13,59% ao ano)

Títulos pós-fixados

  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 184,08 (Rentabilidade: Selic + 0,0996% ao ano)

Títulos indexados à Inflação

  • Tesouro IPCA+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 29,13 (Rentabilidade: IPCA + 7,44% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 17,41 (Rentabilidade: IPCA + 7,02% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 9,33 (Rentabilidade: IPCA + 6,80% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2037 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 42,71 (Rentabilidade: IPCA + 7,30% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2045 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 42,31 (Rentabilidade: IPCA + 7,03% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2060 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 40,81 (Rentabilidade: IPCA + 6,97% ao ano)

Títulos para aposentadoria extra

  • Tesouro Renda+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 19,43 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 14,12 (Rentabilidade: IPCA + 6,95% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 10,32 (Rentabilidade: IPCA + 6,85% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2045 = Aporte mínimo de R$ 7,50 (Rentabilidade: IPCA + 6,81% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 5,42 (Rentabilidade: IPCA + 6,80% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2055 = Aporte mínimo de R$ 3,88 (Rentabilidade: IPCA + 6,82% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2060 = Aporte mínimo de R$ 2,78 (Rentabilidade: IPCA + 6,83% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2065 = Aporte mínimo de R$ 2,00 (Rentabilidade: IPCA + 6,83% ao ano)

Títulos para custear estudos

  • Tesouro Educa+ 2027 = Aporte mínimo de R$ 36,43 (Rentabilidade: IPCA + 7,59% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2028 = Aporte mínimo de R$ 33,98 (Rentabilidade: IPCA + 7,52% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 31,71 (Rentabilidade: IPCA + 7,47% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 29,61 (Rentabilidade: IPCA + 7,43% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2031 = Aporte mínimo de R$ 27,69 (Rentabilidade: IPCA + 7,39% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 25,91 (Rentabilidade: IPCA + 7,34% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2033 = Aporte mínimo de R$ 24,27 (Rentabilidade: IPCA + 7,30% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2034 = Aporte mínimo de R$ 22,76 (Rentabilidade: IPCA + 7,25% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 21,33 (Rentabilidade: IPCA + 7,20% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2036 = Aporte mínimo de R$ 20,03 (Rentabilidade: IPCA + 7,15% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2037 = Aporte mínimo de R$ 17,71 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2038 = Aporte mínimo de R$ 16,68 (Rentabilidade: IPCA + 7,04% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2039 = Aporte mínimo de R$ 15,70 (Rentabilidade: IPCA + 6,99% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 14,79 (Rentabilidade: IPCA + 6,92% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2041 = Aporte mínimo de R$ 13,89 (Rentabilidade: IPCA + 6,90% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2042 = Aporte mínimo de R$ 13,08 (Rentabilidade: IPCA + 6,87% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2043 = Aporte mínimo de R$ 12,27 (Rentabilidade: IPCA + 6,85% ao ano)