Ford confirma retorno à Fórmula 1 após 22 anos em parceria com a Red Bull

A volta ocorrerá a partir da temporada de 2026, por meio de uma parceria técnica com a Red Bull Racing.

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Publicado em 18/01/2026 às 19:17h - Atualizado 7 horas atrás Publicado em 18/01/2026 às 19:17h Atualizado 7 horas atrás por Matheus Silva
A aliança entre Ford e Red Bull envolve participação direta no desenvolvimento dos novos motores (Imagem: Shutterstock)
A aliança entre Ford e Red Bull envolve participação direta no desenvolvimento dos novos motores (Imagem: Shutterstock)
🏁 A Ford Motor Company oficializou seu retorno à Fórmula 1 após mais de duas décadas fora do grid, em um movimento que reforça a ligação histórica da montadora com o automobilismo.
A volta ocorrerá a partir da temporada de 2026, por meio de uma parceria técnica com a Red Bull Racing, dentro do novo regulamento de motores da categoria.
A relação da Ford com as corridas antecede até mesmo sua fundação. A empresa nasceu em 1903, após Henry Ford conquistar notoriedade ao vencer uma prova automobilística em 1901, episódio que ajudou a atrair investidores e viabilizar a criação da montadora. 
Desde então, a marca manteve presença constante em competições, especialmente na Fórmula 1.

Histórico vencedor na Fórmula 1

A Ford é a terceira fabricante de motores mais vitoriosa da história da F1, com 176 vitórias em grandes prêmios, atrás apenas de Ferrari e Mercedes
Sua estreia como fornecedora ocorreu em 1967, em parceria com a Cosworth, quando apresentou um motor que se tornaria um dos mais bem-sucedidos da categoria.
Entre 1967 e 1983, esse propulsor acumulou 155 vitórias, 12 títulos de pilotos e 10 campeonatos de construtores. A montadora permaneceu presente na F1 ao longo das décadas seguintes e forneceu, por exemplo, o motor usado por Michael Schumacher em seu primeiro título mundial, em 1994.
A última vitória de um carro equipado com motor Ford ocorreu em abril de 2003, com Giancarlo Fisichella, no Grande Prêmio do Brasil. Desde então, a empresa esteve ausente da categoria até a decisão de retornar.

Novo regulamento abriu caminho para a volta

O retorno da Ford está diretamente ligado às mudanças técnicas previstas para 2026. Os novos carros serão menores e mais leves, com maior dependência de energia elétrica e uso de combustíveis sustentáveis. 
A montadora avalia que esse ambiente cria condições favoráveis para o desenvolvimento de tecnologias alinhadas à transição da indústria automotiva.
Segundo Will Ford, gerente-geral da Ford Performance, a Fórmula 1 representa o ambiente mais exigente possível para testar soluções híbridas de alto desempenho. 
A expectativa é que os avanços obtidos nas pistas sejam incorporados aos veículos de produção da marca ao longo do tempo.

Transferência de tecnologia é foco central

O presidente do conselho da Ford e bisneto do fundador, Bill Ford, afirma que a principal motivação do retorno está na transferência de tecnologia, especialmente nas áreas de motores e aerodinâmica. 
De acordo com ele, experiências adquiridas em diferentes modalidades do automobilismo costumam gerar aprendizados aplicáveis aos carros vendidos ao público.
Embora reconheça que nem todas as lições sejam diretamente transferíveis entre categorias, Bill Ford avalia que a Fórmula 1 oferece um laboratório único para inovação em eficiência, desempenho e durabilidade.

Parceria vai além do marketing

A aliança entre Ford e Red Bull envolve participação direta no desenvolvimento dos novos motores. 
Engenheiros da montadora atuam no centro de produção da Red Bull Powertrains, em Milton Keynes, na Inglaterra, além de equipes baseadas nos Estados Unidos.
A Ford também contribui com ferramentas, softwares e tecnologias de manufatura, como impressão 3D, que têm acelerado o desenvolvimento de componentes do novo propulsor. 
A empresa afirma que seu envolvimento vai além da exposição da marca, contrariando críticas de concorrentes.

Concorrência americana entra no grid

O retorno da Ford à F1 coincidirá com a estreia da Cadillac, marca da General Motors, aumentando a rivalidade entre fabricantes norte-americanos também nas pistas. A General Motors foi aprovada como fornecedora de motores da categoria a partir de 2029.
🏎️ Até lá, a Ford aposta que sua parceria com a Red Bull permitirá consolidar presença técnica e competitiva na Fórmula 1, marcando um novo capítulo de uma relação que acompanha a história da empresa desde sua origem.