Fitch revisa projeções e eleva Selic para 10,25% no fim deste ano

Para 2025, a expectativa é de uma continuação na redução da taxa, com a Selic caindo para 9,50%.

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Publicado em 17/06/2024 às 20:38h - Atualizado 1 mês atrás Publicado em 17/06/2024 às 20:38h Atualizado 1 mês atrás por Matheus Rodrigues
Em relação ao PIB, a Fitch manteve a previsão de crescimento de 1,7% para 2024.
Em relação ao PIB, a Fitch manteve a previsão de crescimento de 1,7% para 2024.

📈 A agência Fitch Ratings prevê que a taxa Selic encerrará 2024 em 10,25%, indicando um corte adicional de 0,25 ponto percentual nos juros brasileiros até dezembro.

Para 2025, a expectativa é de uma continuação na redução da taxa, com a Selic caindo para 9,50%, e chegando a 8,50% em 2026.

Essas projeções foram divulgadas nesta segunda-feira, 17, em um relatório da agência de classificação de risco.

Segundo a Fitch, o Banco Central do Brasil adotou uma postura mais prudente na política monetária, ao diminuir o ritmo de cortes na taxa básica de juros de 0,50 ponto para 0,25 ponto em maio.

Essa mudança reflete um cenário externo incerto, com a possibilidade de juros elevados nos Estados Unidos por um período mais longo.

Além disso, incertezas na política doméstica e um crescimento econômico mais robusto do que o previsto foram destacados como fatores para essa abordagem cautelosa.

"A inflação está acima do centro da meta de 3%, provavelmente devido a incertezas relacionadas ao relaxamento das metas fiscais recentes e à futura mudança na liderança do Banco Central", comentou a agência.

A Fitch projeta que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será de 4,3% no final deste ano, com a inflação de serviços refletindo a inércia de um mercado de trabalho forte. Para 2025, a previsão é que o IPCA desacelere para 3,8%.

📊 Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a Fitch manteve a previsão de crescimento de 1,7% para 2024.

Embora essa projeção seja inferior ao crescimento de 2,9% registrado em 2023, a agência avalia que a atividade econômica será mais estável neste ano, descontando o impacto da forte safra agrícola do ano passado.

"Essa previsão permanece inalterada, apesar de uma atividade econômica mais forte do que o esperado no início deste ano, devido aos efeitos compensatórios das enchentes severas no Rio Grande do Sul, cuja magnitude será mais clara com os dados do segundo trimestre de 2024, e ao ritmo mais lento de cortes na taxa de juros", explicou a Fitch.