Fictor: Empresa que tentou comprar o Master pede recuperação judicial
Com cerca de R$ 4 bi em dívidas, grupo diz que sua reputação foi afetada pela crise do Master.
Nesta segunda-feira (2), as ações da Fictor Alimentos (FICT3) caem em um patamar jamais visto na história da marca. Por volta das 13h, os papéis operavam com baixa de 40%, para abaixo de R$ 0,70, conforme dados da B3.
O movimento acontece depois que a controladora entrou com um pedido de Recuperação Judicial na Justiça de SP para algumas das subsidiárias do grupo. A lista inclui a Fictor Holding e a Fictor Invest, duas das companhias que concentram os investimentos do grupo empresarial.
A Fictor tem uma estrutura dividida em setores, em que cada uma das nove empresas é responsável por gerenciar o capital de um segmento específico. No caso da Fictor Alimentos, única que tem os ativos negociados na B3, gerencia um portfólio industrial que tem 18 unidades e várias plantas produtivas espalhadas por cinco estados do país.
Segundo relatório da própria empresa, a média de faturamento mensal é de R$ 70 milhões. Esse valor é resultado, por exemplo, do abate diário de 150 mil aves por dia.
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Mesmo assim, desde o fim do ano passado, a empresa vem registrando perdas recorrentes na B3. Tudo começou depois da tentativa de comprar parte dos ativos do Master, que veio a ser liquidado pelo Banco Central dias depois.
No último domingo (1º), a Fictor informou que estava entrando com um pedido de recuperação estimando R$ 4 bilhões em dívidas. No entanto, destacou que a filial de alimentos estava fora do pedido.
Os investidores, porém, parecem não ter acreditado na versão da companhia e fizeram vendas sucessivas ao longo da manhã posterior. De R$ 1,35 que valia na última sexta, em determinados momentos da manhã desta segunda, a empresa viu seus papéis chegarem à mínima de R$ 0,68, ainda segundo informações da B3.
A preocupação dos investidores está nos problemas que a subsidiária possa vir a ter com a RJ da controladora. Falhas em governança, dificuldade em acessar crédito no mercado e os riscos que envolvem os negócios da companhia pressionam o preço das ações.
Na semana passada, a empresa teve bloqueados pela Justiça cerca de R$ 150 milhões em ativos financeiros, depois de um pedido feito pela Orbitall. A empresa alegou descumprimento contratual, depois de não manter uma garantia financeira em dinheiro exigida pela credora para operações que envolvem cartões de crédito.
A Fictor foi fundada em 2007 pelo empresário Rafael Ribeiro Leite Góis. A companhia cresceu muito nos últimos anos e até chegou a ser patrocinadora de grandes times de futebol, como o Palmeiras.
A Fictor Alimentos também foi uma das empresas que chegaram ao balcão da bolsa por meio de um IPO reverso. Em 2024, ela comprou o controle da Atompar das mãos da família Paiffer e, depois, passou a negociar seus próprios papéisna B3.
Esse foi o mesmo expediente usado pela Reag Investimentos, que comprou a Getninjas e depois virou Arandu. Desta forma, ambas deixaram de fazer a abertura de capital tradicional.
Ao longo dos últimos dois anos, houve uma profusão de IPOs reversos na bolsa brasileira, que surgiram como uma alternativa para as companhias em um momento de baixa no mercado de capitais. A OranjeBTC (OBTC3) também optou por este movimento no ano passado.
Além da operação diferenciada, o que reúne a maioria das companhias que optaram pelo IPO reverso é que elas valem hoje bem menos do que quando chegaram à B3. No caso da Oranje, por exemplo, no intervalo de três meses, a companhia viu seu valor de mercado ser reduzido em quase 60%.
Com cerca de R$ 4 bi em dívidas, grupo diz que sua reputação foi afetada pela crise do Master.
A Fictor Holding Financeira já atua com indústria alimentar, serviços financeiros e infraestruturas.
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