Novo ETF chega à B3 com promessa de dividendos em dólar; veja como investir

PIPE11 segue índice americano e reforça diversificação com foco em infraestrutura.

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Publicado em 13/02/2026 às 11:05h - Atualizado Agora Publicado em 13/02/2026 às 11:05h Atualizado Agora por Wesley Santana
Investidores poderão usar ticker PIPE11 para identificar ativo no home banking (Imagem: Shutterstock)
Investidores poderão usar ticker PIPE11 para identificar ativo no home banking (Imagem: Shutterstock)

A bolsa brasileira recebe uma nova opção de investimento nesta sexta-feira (13). O ETF de Infraestrutura de Energia, que vai operar sob o ticker PIPE11, será listado no balcão, conforme anúncio da gestora Buena Vista Capital.

O grande diferencial deste ativo é que ele vai pagar dividendos em dólares aos investidores. Ele está atrelado ao índice DEX VettaFi Neos MLP, listado nos EUA.

O índice é composto por diversas empresas deste setor, como Williams Companies, TC Energy, Oneok e Kinder Morgan. A maior parte dessas empresas possui contratos de longo prazo para os governos, o que torna o ETF uma opção mais previsível para investimentos no setor.

"O PIPE11 permite acesso, pela B3, a um segmento que historicamente distribui renda e tem papel estrutural na economia dos Estados Unidos, sem a necessidade de investimento direto no exterior", afirma Renato Nobile, gestor e analista da Buena Vista Capital.

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O investimento tem taxa de administração de 0,83% e cobrança de 15% sobre os dividendos. Há também incidência de 15% sobre os ganhos de capital, conforme regra da Receita Federal.

"O objetivo do ETF é capturar o máximo possível do potencial de valorização de uma carteira teórica composta por fundos de índice (ETFs) do exterior, com exposição a companhias constituídas como Limited Partnership focadas em infraestrutura de energia e pode ser negociado como uma ação na bolsa, oferecendo pagamentos de dividendos diretamente na conta do investidor”, diz a gestora.

Fábrica de índices

No começo deste mês, foi lançada a Dex - The Brazilian ETF Ecosystem, uma empresa focada na aceleração do mercado de fundos de índices no Brasil. O negócio nasce com o objetivo de estruturar novas opções de ETFs em um setor que ainda engatinha no país.

“A ideia da Dex surgiu há cerca de um ano a partir de uma dor real vivida pela Buena Vista e compartilhada em conversas com outros gestores. Apesar de serem concorrentes, existe uma relação muito próxima entre eles, com o objetivo comum de desenvolver a indústria”, explicou Renato Nobile, sócio da DEX e da gestora Buena Vista Capital, ao InfoMoney. “A DEX nasce justamente para ajudar a alavancar esse crescimento, atuando como um ecossistema completo.”

Foram investidos cerca de R$ 10 milhões na criação da nova empresa, que aposta no boom deste ativo na B3 da mesma maneira que aconteceu nos EUA. Segundo a B3, a bolsa brasileira tem apenas 37 ETFs de renda variável listados. Esses produtos ainda estão distantes da maior parte dos investidores, mas se tornam uma opção atrativa para quem quer diversificar o portfólio.

“A visão é de que não se trata de saber se o mercado de ETFs vai crescer no Brasil, mas quando isso vai acontecer”, conclui Nobile. “O ETF é um instrumento mais transparente, com custos mais eficientes, negociado em bolsa e com liquidez diária. Esse movimento já aconteceu lá fora e, sem dúvida, é o que deve ocorrer aqui.”