Eneva (ENEV3) anuncia 14ª emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões
As debêntures da primeira série terão vencimento em 15 de janeiro de 2036.
A Eneva (ENEV3) tem um dia para esquecer na bolsa de valores nesta terça-feira (10). A companhia de energia viu suas ações caírem mais de 18% no pregão, negociando no patamar de R$ 18, conforme dados da B3.
A performance negativa aconteceu minutos depois de a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicar o novo teto de preços para os leilões de reserva de capacidade. Segundo analistas, os novos preços estão bem abaixo do esperado pelo mercado, o que faz o mercado rever suas apostas para o ticker.
Na divulgação da Aneel, os novos empreendimentos termelétricos teriam o preço máximo fixado em R$ 182 por megawatt-hora produzido, enquanto os existentes estariam na faixa de R$ 128/MWh. A estimativa anterior era que os valores seriam entre R$ 220/MWh e R$ 300/MWh.
A empresa, inclusive, havia sido indicada por várias gestoras como a principal beneficiária do leilão, que é voltado para usinas termelétricas e hidrelétricas no país. Por isso, muitos bancos e casas de análise haviam elevado o preço-alvo para os papéis, mesmo em um contexto de ações negociadas com alta importante ao longo dos últimos meses.
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No caso do UBS BB, na semana passada, a companhia recebeu um feedback positivo e teve seu preço-alvo elevado para R$ 27. O relatório mostrou um potencial de quase 30% de alta em relação à cotação desta terça.
"A companhia está entre um grupo restrito de players com acesso assegurado a gás, infraestrutura pronta e histórico operacional capaz de transformar preços mais elevados em megawatts contratados. Além disso, os projetos da Eneva são mais competitivos no leilão, pois não precisam contratar transporte de gás, resultando em custos mais baixos", dizia o relatório.
O leilão deve ser votado ainda nesta terça pelos diretores da agência e, caso os valores sejam confirmados, pode representar algo “muito negativo para a companhia”, conforme destacou o banco em documento publicado pela manhã. O leilão deve acontecer no próximo mês, quando outros candidatos devem entrar na disputa.
Mesmo com o desempenho desta terça, quem apostou no ativo há cerca de um ano já desfruta de um bom rendimento na carteira. Neste período, os papéis cresceram mais de 55%, fazendo com que o valor de mercado da companhia alcançasse R$ 35 bilhões.
As debêntures da primeira série terão vencimento em 15 de janeiro de 2036.
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