XP vê CSN (CSNA3) precisando de R$ 41 bi até 2030 e cobra novo CEO
Longe de ser por acaso, a escolha por uma nova liderança da CSN reflete a reorganização das contas da companhia.
A CSN (CSNA3) enfrenta um cenário "bastante desafiador" e, consequentemente, deve seguir elevando as margens da siderurgia de maneira gradual. A avaliação é do BB Investimentos, que, por isso, cortou o preço-alvo para o papel.
📉 O BB Investimentos acreditava que as ações da CSN podiam alcançar R$ 15,40 ao final de 2025, mas reduziu essa projeção para R$ 13,80 em relatório publicado nesta quinta-feira (21). Ainda assim, o banco manteve a recomendação neutra para o papel.
O novo preço-alvo, no entanto, ainda implica em uma valorização de 18,5% em relação ao último fechamento. As ações da CSN eram negociadas por R$ 11,65 ao final do pregão de terça-feira (19), mas operam em queda nesta quinta-feira (21). Às 17h15, o papel recuava 2,40% e era cotado por R$ 11,37.
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🗣️ Para o banco, o ambiente competitivo do setor de siderurgia ainda está "bastante impactado pelas elevadas importações" de aço. Por isso, por mais que a CSN esteja otimista com a recuperação das suas margens, o ritmo de incremento "deve permanecer lento".
A analista Mary Silva também apontou desafios no segmento de mineração, dizendo que "as incertezas com relação ao cenário para minério de ferro no curto prazo e a forte oscilação no desempenho operacional da CSN Mineração (CMIN3) podem limitar seus resultados nos próximos trimestres".
Por outro lado, considera que "o segmento de cimento tem se mostrado resiliente, com crescimento de volumes e captura de sinergias pelas aquisições realizadas nos últimos anos".
⚠️ Além disso, o BB Investimentos ressalta que "a alavancagem financeira da companhia segue como ponto de atenção". Afinal, a dívida bruta alcançou o patamar inédito de R$ 54,5 bilhões no terceiro trimestre e a companhia segue negociando a aquisição da InterCement.
Segundo a analista, a CSN busca uma estrutura de capital para viabilizar a compra da InterCement sem prejudicar sua alavancagem. Nesta semana, por sinal, a CSN conseguiu estender até 16 de dezembro o prazo de exclusividade na negociação, ressaltando que mantém interesse na potencial transação.
"Tudo considerado, preferimos manter a cautela, e a recomendação Neutra", concluiu.
Longe de ser por acaso, a escolha por uma nova liderança da CSN reflete a reorganização das contas da companhia.
Benjamin Steinbruch deixa o comando executivo após 24 anos e assume a liderança do conselho de administração.
O negócio está travado por divergência entre o valor pedido pela empresa e as ofertas na mesa, disseram fontes sob sigilo à Reuters.
No acumulado dos primeiros seis meses, o prejuízo líquido da companhia alcançou R$ 1,3 bilhão.
A operação envolveu Notes existentes com juros de 6,750% ao ano e vencimento em 2028.
A companhia recebeu propostas vinculantes pelo negócio e agora vai analisar as propostas.
A siderúrgica prevê um prejuízo bilionário no primeiro semestre, além de um aumento da dívida.
A conclusão da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes.
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