CrowdStrike (C2RW34): Conheça a empresa por trás do apagão global
Apagão começou depois de uma falha em um sistema da CrowdStrike, empresa de segurança que atende companhias como a Microsoff.

O apagão cibernético que afetou a operação de aeroportos, bancos, comunicações e outros serviços na sexta-feira (19) teria sido disparado por uma falha na atualização dos sistemas da CrowdStrike (C2RW34), uma empresa americana de tecnologia e segurança.
🧑💻 A CrowdStrike se apresenta como o fornecedor líder de proteção de última geração e inteligência contra ameaças e serviços. Por meio da plataforma de nuvem CrowdStrike Falcon, a empresa promete proteger as área mais críticas dos sistemas de seus clientes, detectando e remediando possíveis riscos. A ideia é não apenas combater, mas se antecipar e evitar possíveis ataques dibernéticos.
Por isso, a CrowdStrike atende companhias como Microsoft (MSFT34), Intel (ITLC34), Mars, Salesforce (SSFO34) e Ericsson (E1RI34). Segundo a companhia, seus sistemas protegem 298 das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, listadas pela Fortune 500, incluindo 8 das 10 maiores firmas de serviços financeiros, tecnologia e automóveis.
Além disso, 43 dos 50 estados dos Estados Unidos usam os sistemas de proteção da CrowdStrike. A companhia também foi contratada para investigar ataques aos servidores do Partido Democrata durante a campanha presidencial americana em 2016.
Logo, uma falha nos sistemas da CrowdStrike tem potencial para afetar diferentes serviços em todo o mundo. Nesta sexta-feira (19), por exemplo, o problema afetou especialmente a Microsoft, que, por sua vez, é usada por outras tantas companhias mundiais. Por isso, logo se espalhou por diversos países.
O que diz a empresa
Fundador e CEO da CrowdStrike, George Kurtz garantiu no X (ex-Twitter) que este não foi um incidente de segurança ou cibernético, mas um problema com uma atualização de conteúdo da plataforma de segurança na nuvem Falcon para usuários do Windows, da Microsoft.
"Compreendemos a gravidade da situação e lamentamos profundamente o transtorno e a perturbação. Estamos trabalhando com todos os clientes afetados para garantir que os sistemas estejam funcionando e que possam fornecer os serviços com os quais seus clientes contam", escreveu Kurtz, afirmando ainda que os clientes da CrowdStrike "permanecem totalmente protegidos".
O executivo ainda prometeu "fornecer total transparência" sobre o ocorrido e as medidas tomadas para garantir outra falha como essa assim que o incidente for resolvido.
Kurtz fundou a CrowdStrike em 2012, nos Estados Unidos, junto com os especialistas em segurança Dmitri Alperovitch e Gregg Marston. Antes, já havia criado a empresa Foundstone, que foi comprada pelo antivírus McAfee em 2004.
Leia também: Apagão cibernético: B3, Banco do Brasil e Itaú não foram afetados
CrowdStrike cai 11,1% e perde US$ 9 bi em valor de mercado
📉 Diante do apagão global, as ações da CrowdStrike derreteram na sexta-feira (19). O papel chegou a cair mais de 15% e figurou entre os maiores tombos do dia na Nasdaq durante toda a sessão. No final, fechou com queda de 11,10%. Já as ações da Microsoft recuaram 0,74%.
Com isso, a CrowdStrike perdeu cerca de US$ 9 bilhões em valor de mercado e terminou a semana valendo US$ 74,21 bilhões. Isto é, aproximadamente R$ 415 bilhões no câmbio atual.
Consequentemente, a fortuna de George Kurtz diminuiu cerca de US$ 300 milhões (mais de R$ 1,6 bilhão). Segundo a Forbes, o fundador da CrowdStrike acabou a semana com uma fortuna de aproximadamente US$ 2,9 bilhões (pouco mais de R$ 16 bilhões).

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