Conta de luz deve subir 5,6% em 2024, estima Aneel

Se confirmado, o reajuste deve superar a inflação de 2024, projetada em 3,86%

Author
Publicado em 23/01/2024 às 17:36h - Atualizado 5 meses atrás Publicado em 23/01/2024 às 17:36h Atualizado 5 meses atrás por Marina Barbosa
(Shutterstock)
(Shutterstock)

A conta de luz deve ficar 5,6% mais cara em 2024, segundo projeções da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Se confirmado, o reajuste deve superar a inflação deste ano.

📈 O mercado estima uma alta de 3,86% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2024, segundo o Boletim Focus. A meta de inflação deste ano é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%. O reajuste da conta de luz deve ficar, portanto, acima da inflação por mais um ano.

Leia também: Isenção de IR será ampliada para quem ganha até 2 salários mínimos

💡 Em 2023, a inflação oficial brasileira foi de 4,62%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já a conta de luz teve um reajuste médio de 4,9% em 2023, de acordo com o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa. A Aneel, por sua vez, chegou a projetar um reajuste ainda maior para a conta de luz em 2023: 6,8%.

Em entrevista à CNN, Sandoval Feitosa ressaltou que o reajuste da conta de luz depende de quatro fatores: os custos de distribuição, geração e transmissão, mas também os encargos setoriais, isto é, os subsídios do setor elétrico.

Segundo Feitosa, o custo de distribuição, que é regulado pela Aneel, subiu 95% nos últimos 10 anos. Já os subsídios, que são definidos em lei, dispararam 269% no mesmo período, bem acima da inflação acumulada nos últimos 10 anos (116%).

Mudanças climáticas

⛈️ Em reunião da diretoria colegiada da Aneel realizada nesta terça-feira (23), Sandoval Feitosa disse que as mudanças climáticas estão no foco da agência neste ano. Temporais deixaram áreas do país sem luz recentemente, enquanto ondas de calor aumentaram o consumo de energia em outras localidades.

Segundo Feitosa, a Aneel está discutindo com os governos federal, estaduais e municipais formas de enfrentamento das adversidades climáticas. Entre as medidas estudadas, estão o estabelecimento de novos protocolos, além de ações emergenciais para o atendimento do consumidor afetado pelas intempéries climáticas.

A transição energética para uma matriz limpa e inovações tecnológicas também estão na agenda regulatória da Aneel para 2024.