Buffett vs. Trump: Ações da Berkshire Hathaway escapam de pregão ‘sangrento’

Enquanto o mercado global enfrentava quedas expressivas impulsionadas por planos tarifários amplos, o conglomerado de Buffett resistiu.

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Publicado em 03/04/2025 às 19:37h - Atualizado 7 horas atrás Publicado em 03/04/2025 às 19:37h Atualizado 7 horas atrás por Matheus Silva
No final de 2024, a Berkshire detinha um caixa de US$ 334,2 bilhões (Imagem: Shutterstock)
No final de 2024, a Berkshire detinha um caixa de US$ 334,2 bilhões (Imagem: Shutterstock)

🚨Em meio a uma sessão turbulenta de vendas no mercado financeiro, a Berkshire Hathaway (BERK34), de Warren Buffett, se demonstrou resiliente.

Enquanto o mercado global enfrentava quedas expressivas impulsionadas por planos tarifários amplos, o conglomerado de Buffett resistiu, destacando-se como um porto seguro para os investidores em meio ao caos.

Nesta quinta-feira (3), as ações da Berkshire Hathaway apresentaram uma queda leve de 1,4% em suas ações Classe B, um desempenho significativamente melhor quando comparado ao S&P 500, que despencou 5% e eliminou cerca de US$ 2 trilhões em valor de mercado.

O desempenho sólido, em meio a uma liquidação ampla, reforça a ideia de que a Berkshire Hathaway, por meio de seu modelo diversificado e fundamentado, consegue se proteger melhor contra as oscilações bruscas do mercado.

Conforme observado por Christopher Davis, da Hudson Value Partners, “O desempenho da Berkshire tem sido uma rocha na tempestade tarifária”.

A força dos seguros e a proteção contra o comércio global

Um dos principais fatores que contribuem para essa resiliência é o setor de seguros da Berkshire Hathaway. Esse segmento, que é uma das maiores fontes de receita da empresa, é relativamente isolado das flutuações do comércio global.

Nesta quinta-feira, o Índice de Seguros KBW apresentou queda de 2,7%, enquanto a Progressive Corp., concorrente direta da Geico da Berkshire, conseguiu subir 2%, destacando-se como o melhor desempenho dentro do índice.

A força das seguradoras da Berkshire não é apenas uma questão de estabilidade, mas também de poder de precificação.

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Estratégia de Buffett em meio à crise

Apesar da estabilidade relativa do setor de seguros, outras grandes participações da Berkshire não escaparam ilesas.

Empresas como Bank of America, Chevron e American Express enfrentaram quedas significativas durante a sessão. Além disso, a Apple (AAPL34) — uma das maiores participações da Berkshire — viu seu valor de mercado reduzir em mais de US$ 300 bilhões.

No entanto, a decisão de Buffett de reduzir sua participação na Apple no ano passado se mostra estratégica em meio ao cenário atual de turbulência.

Com um caixa recorde de US$ 334,2 bilhões acumulado até o final de 2024, o bilionário parece estar preparado para agir quando surgirem oportunidades.

Expectativas de novas aquisições

Sempre que o mercado enfrenta uma grande liquidação, especulações sobre possíveis compras por parte de Buffett ganham força.

📊 Buffett, conhecido por sua abordagem meticulosa e paciente, prefere esperar pelas melhores oportunidades em vez de agir por impulso.

Com o caixa robusto e um histórico de investimentos bem-sucedidos, é possível que o magnata esteja aguardando o momento ideal para realizar aquisições estratégicas.

BERK34

Berkshire Hathaway
Cotação

R$ 149,43

Variação (12M)

42,14 % Logo Berkshire Hathaway

Margem Líquida

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DY

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