BTG fecha aquisição bilionária e leva quase metade da MeuTudo

Fintech já intermediou R$ 20 bilhões em empréstimos; negócio para análise\ do Cade.

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Publicado em 12/02/2026 às 12:42h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 12/02/2026 às 12:42h Atualizado 1 minuto atrás por Wesley Santana
Marcelo Feitosa, Márcio Feitosa e Felipe Oquendo sao os fundadores da MeuTudo (Imagem: Divulgação)
Marcelo Feitosa, Márcio Feitosa e Felipe Oquendo sao os fundadores da MeuTudo (Imagem: Divulgação)

Nesta quinta-feira (12), o BTG Pactual (BPAC11) anunciou uma nova aquisição no mercado. O banco de investimentos comprou 48% da plataforma de crédito MeuTudo.

Conforme anúncio divulgado, a empresa pagou cerca de R$ 1 bilhão pela participação na plataforma que funciona como um marketplace de empréstimos. A ideia é que, mesmo com quase metade do negócio, ele seja totalmente apartado de outras unidades do grupo empresarial.

“Essa transação amplia nossa capacidade de oferecer crédito acessível, responsável e de alta qualidade para milhões de consumidores”, afirmou Roberto Sallouti, CEO do BTG.

A MeuTudo foi lançada em 2019 e, desde então, se tornou uma das principais ferramentas de busca de crédito. A empresa se consolidou como um player importante no segmento de consignadas para aposentados e pensionistas.

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Estima-se que, no total, desde a fundação, já tenha intermediado empréstimos para 19 milhões de clientes, viabilizando R$ 20 bilhões no mercado. A metade disso teria sido feita por meio do consignado privado, em que o crédito é descontado direto da conta do funcionário de empresas credenciadas.

“O crédito, quando bem feito, ajuda as pessoas a alcançarem seus objetivos. O BTG sempre foi o parceiro que mais acreditou nessa visão, e essa parceria amplia nosso impacto para melhorar a vida financeira dos clientes”, afirmou Márcio Feitoza, CEO e cofundador da MeuTudo.

O BTG já era um dos sócios mais ativos da fintech, responsável por 80% dos investimentos aplicados no negócio. A aquisição agora deve passar por análise dos órgãos reguladores, que precisam dar aval para a conclusão do negócio.

Série de M&A

Essa é só mais uma aquisição feita pelo BTG nos últimos anos, que tem apostado em comprar empresas no mercado. Do setor financeiro ao de eletricidade, a companhia aproveitou o ano de 2025 para montar participações em diversos negócios.

Um dos destaques foi o aumento de 5% para 15% que o banco fez na Light, que distribui eletricidade no Rio de Janeiro. Pelo negócio, foi pago cerca de R$ 1,5 bilhão por meio de fundos de investimentos.

A maior parte das aprovações foi realizada na gestão de Alessandro Farkuj, que foi colocado no posto de head de M&A em março do ano passado. Ele tem passagens pelo Bradesco, Ágora Investimentos, além de ter trabalhado na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).