Brasil deve entrar na Opep+ em 2024

País foi convidado a fazer parte do clube de exportadores de petróleo e avalia a possibilidade

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Publicado em 30/11/2023 às 15:57h - Atualizado 7 meses atrás Publicado em 30/11/2023 às 15:57h Atualizado 7 meses atrás por Marina Barbosa
O secretário geral da Opep, Haithmam Al-Ghais, e ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira (Divulgação/MME)
O secretário geral da Opep, Haithmam Al-Ghais, e ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira (Divulgação/MME)

O Brasil deve entrar na Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em janeiro de 2024. O convite da organização, que reúne alguns dos principais produtores de petróleo do mundo, está sob análise do governo brasileiro.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou de reunião realizada pela Opep+ nesta quinta-feira (30). Segundo a Opep+, o objetivo foi dar as boas-vindas ao Brasil. Em comunicado, a organização disse ainda que o país “aderirá à Carta de Cooperação da OPEP+ a partir de janeiro de 2024”.

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🗨️ Alexandre Silveira disse, por sua vez, que o convite está em análise pelo governo brasileiro. Em nota, o Ministério de Minas e Energia confirmou que "o Brasil recebeu o convite para entrada na OPEP+. O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, analisa a questão".

🤝 O ministro já havia se reunido com o secretário geral da Opep+, Haithmam Al-Ghais, em outubro, no Brasil. Na ocasião, destacou que o Brasil é um grande produtor de petróleo e tem analisado outras fontes de exploração, como a Margem Equatorial, no Norte do país. Além disso, ressaltou a produção nacional de biocombustíveis.

A Opep+

A Opep+ foi criada em 1960 e hoje reúne 13 dos principais exportadores de petróleo do mundo. Países como Estados Unidos, Canadá e China, no entanto, não fazem parte do grupo.

Na pandemia de covid-19, membros da Opep+, como Arábia Saudita, Irã e Rússia, anunciaram cortes na produção de petróleo. Após a reunião desta quinta-feira (30), a Opep+ anunciou que os cortes serão ampliados em 2024. A organização alega que a medida é importante para “apoiar a estabilidade e o equilíbrio dos mercados petrolíferos”.