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Após um 2025 movimentado, o foco agora se volta para instituições que possuem orçamentos bilionários e planos de carreira altamente atrativos.
Nos últimos meses, a gestora Legacy Capital intensificou suas análises sobre o mercado de crédito agrícola brasileiro, e os sinais detectados nos balanços do Banco do Brasil (BBAS3) acenderam o sinal de alerta.
Em uma carta recente, a casa aponta que os resultados decepcionantes da instituição não são apenas reflexo da conjuntura econômica, mas também de problemas estruturais em seu modelo de concessão de crédito ao agronegócio.
A seguir, destrinchamos os principais pontos levantados pela Legacy Capital para entender por que a instituição decidiu manter uma posição vendida nas ações do Banco do Brasil — e por que o mercado ainda pode estar enxergando esse risco com lentes cor-de-rosa.
Segundo a Legacy, o Banco do Brasil perdeu espaço no mercado de crédito agrícola nos últimos anos. Isso se deve à redução do crédito subsidiado e à entrada de novos players privados mais ágeis e bem posicionados.
Ao mesmo tempo, os produtores rurais enfrentam hoje um cenário mais desafiador: aumento do endividamento, piora no perfil dos tomadores e alta nos pedidos de recuperação judicial.
Nesse contexto, o modelo de garantia adotado pelo banco — baseado principalmente no penhor da safra — se mostrou menos eficaz.
A concorrência privada, por sua vez, opera majoritariamente com alienação fiduciária da terra, que garante recuperação mais rápida e segura em caso de inadimplência.
O primeiro trimestre de 2025 já trouxe resultados aquém das expectativas. Mas o pior, segundo a Legacy, ainda está por vir.
A inadimplência de curto prazo (NPL 15-90) dobrou entre março e maio. Isso indica que os balanços de junho e julho devem refletir uma piora ainda mais acentuada à medida que os créditos migram para estágios mais críticos de provisão — do estágio 1 ao estágio 2 e, posteriormente, ao estágio 3.
O balancete de abril reforça essa visão: o lucro de R$ 1,7 bilhão no mês projeta um resultado trimestral abaixo de R$ 5 bilhões, aquém do consenso do mercado.
Um dos dados mais preocupantes destacados pela Legacy é o crescimento da carteira agro prorrogada — de 4% para 14% do total, o equivalente a cerca de R$ 50 bilhões. Isso representa 25% do patrimônio líquido do banco.
Ainda que esses créditos estejam classificados como estágio 1, a Legacy avalia que é alta a chance de rebaixamento para estágio 3, caso os produtores não cumpram os pagamentos renegociados.
A Legacy critica também o discurso da administração do Banco do Brasil, que tem atribuído a queda de desempenho a fatores externos, como a crise no setor agropecuário e a Resolução 4966 do Banco Central. Apesar de relevantes, esses fatores não explicam toda a deterioração.
Para a gestora, o problema está, em grande parte, no interior do banco — desde a estratégia de concessão de crédito até a forma de mensurar e provisionar riscos.
Outro ponto que gerou insegurança foi a retirada do guidance de lucro para 2025, feita pouco tempo após sua divulgação.
Para a Legacy, isso demonstra que a instituição ainda não conseguiu dimensionar com clareza a gravidade da situação.
Mais preocupante ainda foi a manutenção da projeção de crescimento da carteira de crédito — inclusive no agro — apesar da alta incerteza no segmento.
A tese de investimento no Banco do Brasil até pouco tempo atrás era sustentada por três pilares: crescimento constante, dividendos robustos (entre 18% e 20%) e a possibilidade de reavaliação positiva das ações com melhora no cenário macroeconômico.
Agora, a Legacy alerta que esses fundamentos estão comprometidos. Com o aumento das provisões, a lucratividade deve permanecer pressionada, e a distribuição de dividendos pode cair pela metade — ou até mais.
Com base em todos esses fatores, a Legacy Capital mantém sua posição short nas ações do Banco do Brasil.
A decisão reflete a percepção de que o mercado ainda não precificou adequadamente os riscos embutidos na carteira agro e que os próximos trimestres devem trazer desafios adicionais para a instituição.
Após um 2025 movimentado, o foco agora se volta para instituições que possuem orçamentos bilionários e planos de carreira altamente atrativos.
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Atualmente, o banco negocia com um desconto relevante, o que levanta a discussão sobre se o mercado estaria exagerando nos riscos.
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