BTG prevê semestre difícil para o BB (BBAS3) e adia dividendos 'gordos'
Segundo os analistas, o banco precisará de mais tempo para digerir as provisões contra calotes no agronegócio.
🚨 Em conversa recente com analistas do JPMorgan, a presidente do Banco do Brasil (BBAS3), Tarciana Medeiros, e a diretora de Relações com Investidores, Janaina Storti, compartilharam a visão da instituição sobre o momento atual do setor agropecuário e os planos para o crescimento do crédito de varejo.
As mudanças estratégicas são vistas como resposta direta a um novo cenário de mercado.
O setor agropecuário foi o centro da conversa. De acordo com a administração do banco, os créditos não produtivos com mais de 90 dias devem atingir seu pico no quarto trimestre de 2025, com sinais de estabilização a partir de então e uma tendência de melhora em 2026.
Entre os dados revelados, o Banco do Brasil informou ter R$ 12 bilhões em empréstimos renegociados, dentro do escopo da MP 1.314, que permite a utilização de recursos do Tesouro Nacional para a liquidação ou amortização de dívidas rurais.
Esses ativos serão reclassificados como produtivos, ainda que as provisões para perdas com crédito permaneçam nos balanços inicialmente.
O banco também está reformulando a forma de se relacionar com o produtor rural, adotando uma postura mais próxima e consultiva, oferecendo serviços de assessoria e suporte em todo o ciclo produtivo, do pré-plantio à pós-colheita.
Segundo avaliação do JPMorgan, eventos climáticos, mudanças regulatórias e margens mais apertadas impactaram o desempenho recente do setor.
Ainda assim, o BB planeja manter sua liderança no agronegócio, mas com maior seletividade nas concessões, com base em uma nova matriz de risco.
Outro ajuste envolve o modelo de provisão, agora baseado em perdas esperadas e não mais apenas nas perdas incorridas, o que exige monitoramento mais rigoroso e ajustes nas garantias exigidas.
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O banco também apresentou seus planos para os empréstimos consignados (crédito com desconto em folha). Entre os principais pontos:
A instituição destaca que 2025 será um ano de ajustes, com foco na revisão de processos de crédito, de olho em uma retomada mais robusta a partir de 2026.
A equipe de gestão do banco observou que mais de 70% dos clientes inadimplentes nunca haviam entrado em default anteriormente, o que sugere que a deterioração observada é concentrada em culturas específicas e regiões pontuais, e não representa um problema estrutural.
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Mesmo com os desafios, a expectativa da instituição é de que o agronegócio siga como setor em expansão nos próximos anos, já que tem crescido acima do PIB brasileiro.
📊 Apesar da apresentação das estratégias e mudanças, o JPMorgan manteve sua recomendação neutra para as ações do Banco do Brasil.
Segundo os analistas, o banco precisará de mais tempo para digerir as provisões contra calotes no agronegócio.
Após um 2025 movimentado, o foco agora se volta para instituições que possuem orçamentos bilionários e planos de carreira altamente atrativos.
Investidores podem financiar as operações de crédito dos bancos destinadas ao agronegócio brasileiro.
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Atualmente, o banco negocia com um desconto relevante, o que levanta a discussão sobre se o mercado estaria exagerando nos riscos.
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